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31/05/2012

Pro memoria (58) – mais défice de memória, para não lhe chamar outra coisa

A propósito da lengalenga do ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos no parlamento a respeito do nacionalização do BPN, convém recordar que ele próprio recusou um plano de Miguel Cadilhe para recuperação do banco em que o Estado entraria com 600 milhões de euros reembolsáveis.

O argumento para rejeitar em Novembro de 2008 esse plano de 600 milhões foi a proposta ser «muito onerosa para os contribuintes» e «as possibilidades do Estado recuperar aquele montante eram diminutas».

Entretanto, como se sabe, o Estado usou e usará o dinheiro extorquido aos contribuintes para injectar um total que poderá ultrapassar 5 mil milhões de euros.

Na passada 3.ª Feira a mesma criatura, disse à comissão de inquérito parlamentar que a proposta era inaceitável porque visava vender um banco que «não valia nada».

(Ver este post do Insurgente e os seus links)

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