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10/05/2012

DIÁRIO DE BORDO: A escolha de François

François Hollande tem duas escolhas simples:
  1. Reencarna mon ami Miterrand e desgraça a França, depois de um curto período de êxtase da esquerdalhada; a seguir desgraça a Zona Euro e depois a União Europeia tal como a conhecemos;
  2. Substitui o casal Merkozy pelo casal Merde, como a blogosfera francófona já baptizou a continuidade do conúbio franco-alemão, e põe a esquerdalhada a engolir sapos e incinerar as meninges para explicar a transmutação do ouro socialista em chumbo capitalista.
Os sinais vão mais no sentido desta 2.ª via. Está em curso uma auditoria do Tribunal de Contas e as luminárias socialistas já murmuram os desvios colossais que irão proporcionar o alibi para alijar parte das promessas eleitorais. A medida já anunciada de congelar o preço dos combustíveis – um copycat do camarada engenheiro Guterres que custou aos contribuintes portugueses 500 milhões de euros – pode muito bem ser uma lubrificação para a populaça engolir o abandono ou suavização das suas promessas mais indigestas, como a criação de 150 mil empregos subsidiados e a redução da idade da reforma, e, de caminho fintando as expectativas e trocando a darling da esquerda Martine Aubry (filha de Delors e obreira da semana de 35 horas e que disse de François o que Maomé não disse dos chouriços) pelo fiel Jean-Marc Ayrault.

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