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30/12/2003

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A missão dos pastéis de nata.

Perguntas impertinentes
Lê-se e não se acredita. Os magalas da GNR ofereceram-se para ir trabalhar no ofício deles para o Iraque, numa missão resultante de um compromisso internacional dum governo legítimo do país deles, numa zona de menor risco, ao colo de outras tropas mais à séria, que por lá já se encontravam. Mães e namoradas choram no ombro dos média e da oposição, governo dá-lhes pastéis de nata para a viagem, tentar servir-lhes bacalhau e bolo-rei na consoada, promete-lhes promoções quando voltarem. Os rapazes convertem-se em vedetas do Big Brother e desdobram-se em declaração aos média, o ministro da Administração Interna vai ver se estão todos bem, e volta preocupado com o estresse que os rapazes sofrem, resolvendo diminuir a duração da missão de 6 para 4 meses.
Alguém já lhes disse que os pais deles foram entrouxados, sem refilar, entre 18 ou 24 meses numa guerra sem sentido, tentativa, falhada antes de começar, de prolongar um colonialismo retardado e bolorento, com um equipamento obsoleto, em condições muitas vezes abjectas, num clima mau até para os macacos?

Chateaubriands, ignóbeis e urracas à discrição, respectivamente para o governo, a oposição, e os magalas.

Esclarecimento:
Escrevi pastéis de nata e não pastéis de Belém, como os média referiram, porque, como todos sabemos, o presidente da República, que tem lá casa perto, só relutantemente aprovou a missão.

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