Nada menos do que o Sr. Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português que desabafou em entrevista ao semanário de reverência a seguinte chocante constatação:
«A comunicação social dominante - alguns, não todos - criou a onda do medo e do alarmismo. Fiquei uns dias em casa, devido à situação, e sentava-me perante as televisões e ficava esmagado. Não é a questão da necessidade de informar, isso é o elemento fundamental e o papel da comunicação social. Agora, assisti muitas vezes a peças que conduziam ao medo, ao alarmismo, às vezes à resignação»Tirando os «alguns», em que estarei em total desacordo com o camarada sobre quais sejam as excepções, surpreendentemente e por uma vez, sem que constitua precedente, partilho das suas preocupações.