Os portugueses:
- são, a seguir aos dinamarqueses, os que mais confiam na União Europeia (57 %), confiança que em relação ao outono de 2017 aumentou 6 pontos percentuais;
- em grande maioria (80%) defendem o euro;
- em grande maioria (88%) apoiam a livre circulação de pessoas na UE;
- praticamente metade consideram má a situação económica do país.
- são, a seguir ao luxemburgueses, os mais optimistas quanto ao futuro da UE (71%);
Se me permitem, aqui vai uma interpretação livre destes resultados:
- compreensivelmente, os portugueses confiam mais no governo europeu do que no resultado das suas (más) escolhas;
- idem mais na moeda europeia do que na sua própria, sujeita aos malabarismos do seu governo;
- há mais portugueses que querem viajar ou residir no estrangeiro do que estrangeiros a quererem viajar ou residir em Portugal (até os refugiados evitam Portugal e quando não conseguem escapolem-se na primeira oportunidade);
- a metade dos portugueses que consideram má a situação económica do país é a metade que não vive pendurada directa ou indirectamente no Estado Sucial;
- os portugueses são optimistas em relação futuro da UE porque são pessimistas em relação ao futuro do seu país governado pelos seus eleitos, depois de três resgates e a trabalhar para o quarto.