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16/06/2018

Não é que os portugueses morram de amores pela Óropa, é mais estarem pelos cabelos com o Portugal que eles próprios construíram

Algumas conclusões sobre as idiossincrasias dos portugueses visíveis nos resultados do Inquérito Eurobarómetro Standard da primavera de 2018.

Os portugueses:

  • são, a seguir aos dinamarqueses, os que mais confiam na União Europeia (57 %), confiança que em relação ao outono de 2017 aumentou 6 pontos percentuais;
  • em grande maioria (80%) defendem o euro;
  • em grande maioria (88%) apoiam a livre circulação de pessoas na UE;
  • praticamente metade consideram má a situação económica do país.
  • são, a seguir ao luxemburgueses, os mais optimistas quanto ao futuro da UE (71%);

Se me permitem, aqui vai uma interpretação livre destes resultados:

  • compreensivelmente, os portugueses confiam mais no governo europeu do que no resultado das suas (más) escolhas;
  • idem mais na moeda europeia do que na sua própria, sujeita aos malabarismos do seu governo; 
  • há mais portugueses que querem viajar ou residir no estrangeiro do que estrangeiros a quererem viajar ou residir em Portugal (até os refugiados evitam Portugal e quando não conseguem escapolem-se na primeira oportunidade); 
  • a metade dos portugueses que consideram má a situação económica do país é a metade que não vive pendurada directa ou indirectamente no Estado Sucial; 
  • os portugueses são optimistas em relação futuro da UE porque são pessimistas em relação ao futuro do seu país governado pelos seus eleitos, depois de três resgates e a trabalhar para o quarto.