Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

12/06/2018

Aprovado!

«Assim, proponho que deixemos de usar esse termo “museu”, eivado que está de preconceitos de uma sociedade machista, colonialista, racista e demais istas e passemos a falar de Local de Acumulação de Experiências e Artefactos. No caso concreto do que esteve para ser Museu dos Descobrimentos, depois Descobertas, depois Interculturalidade e depois Viagem proponho a seguinte designação que creio blindada a quaisquer suspeitas de supremacia cultural, racial ou outra, desde que se exclua a avaliação psiquiátrica: Local de Acumulação de Experiências e Artefactos do Fui Ali Num Instantinho Trocar Umas Ideias, Tratar de Uns Assuntos e Conversar um Pouco.»

Uma proposta irrecusável de Helena Matos em «O museu que não pode ser» no Observador

Evidentemente que há na história inúmeros exemplos da newspeak orwelliana, a começar por aquele que inspirou Orwell - o império soviético. Se não os houvesse, bastariam as criações berloquistas dos últimos anos, agora potenciadas pela geringonça, preço que o costismo paga de bom grado por não contar para a despesa.

2 comentários:

Ricardo disse...

E alguém de bom senso(e que preza ser português e respeita a sua história com seus momentos melhores e piores) não consegue ver que estamos a ser levados por narrativas(ou neonarrativas)de "gente" bastante perigosa que no limite pretende o caos em nome do "progresso"? https://algolminima.blogspot.com/2018/06/so-lhes-falta-o-sumico-de-portugal.html (nota: colocar aqui esse link/post não faz de mim seguidor convicto do respectivo blog e de seu autor)

Anónimo disse...

"não consegue ver que estamos a ser levados por narrativas(ou neonarrativas)de "gente" bastante perigosa que no limite pretende o caos em nome do "progresso"?"-------------E é inclusive ao mais alto nível do Estado que falta uma resposta a tais narrativas(que no minimo seriam prova de traição à pátria em tempos não distantes),mas parece que para aquele senhor que se diz representante máximo de todos os portugueses isso não é importante.Parece que defender a nação(ou o país se preferem)só implica actualmente "vestir a camisola da seleção" e manter as aparências de Estado nação com aparatos(que o tal povo tuga parece gostar e achar suficiente) do 10 de junho e afins,no resto do ano impera o "universalismo" e demais insanidades que fomentam o descalabro nacional. (Afonso Manuel)