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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

25/06/2018

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (58)

Outras preces

«Marcelo tomou-se o porta-estandarte dessa sociedade, ao ponto de quase ter feito um ultimato político ao Governo, dizendo "se houver repetição desta tragédia" ...

Marcelo tira selfies e dá beijinhos a toda gente, por amor de Deus... .

Mas essa explosão emocional está ligada a esse interior que referiu.

O tipo de pessoa que Marcelo é permitiu que fosse dar abraços e beijinhos a todas as velhinhas de Portugal que estavam a chorar, e eram muitas. Isto não é uma política. Isto não é sequer uma representação. Ele não ficou a representar aquelas pessoas. O que é que ele representa? Ele não representa nada.

Mas ficou a ideia, que ele consegue projectar, de que se a política não serve para resolver isto, então não serve para nada

Mas ele não representa uma solução. Nem sequer uma direcção política.

Como é que vê a popularidade que ele tem nas sondagens, por exemplo, e que é maior do que a de qualquer Presidente anterior?

Como não representa nada, não há razão nenhuma para uma pessoa qualquer, de qualquer ponto da sociedade, não gostar dele. Eu não gosto, não desgosto, acho que ele é um Presidente implausível.

E um Presidente implausível é um bom ou um mau Presidente?

É um Presidente divertido. Eu conheço a personagem há muito tempo. Acho o espectáculo divertido.»


Vasco Pulido Valente em entrevista à Sábado

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