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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

07/07/2015

Lost in translation (245) – Reconhecimento da independência de Angola, disse ele

«Não há dúvidas de que o reconhecimento tardio da independência de Angola levou a que nem sempre as relações com Portugal sejam boas. Há coisas que deixam marcas para sempre», disse Otelo Saraiva Carvalho comandante operacional da revolta militar de 25 de Abril e cúmplice dos atentados bombistas das FP25.

Não vou discutir as ideias da criatura, vou apenas contrariar a semântica lembrando que em 1975 a potência colonial se demitiu das suas responsabilidade de organizar um processo eleitoral minimamente decente, que a tropa de que ele foi um dos chefes fugiu como ratos das colónias, deixando-as à mercê de bandos armados e assim o poder foi entregue a um desses bandos, precisamente o promovido pelas correntes políticas e ideológicas que suportaram e usaram a criatura. Um bando que se foi convertendo durante 40 anos no suporte de uma cleptocracia extractiva.

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