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25/07/2015

Estado empreendedor (57) - Ciudad Real, a Beja dos espanhóis (REPUBLICAÇÃO)

O aeroporto de Ciudad Real tem das maiores pistas europeias com 4 km, pode receber 2,5 milhões de passageiros por ano (a Portela teve 14 milhões em 2010), tem 91 trabalhadores directos e 200 de empresas concessionárias e é servido por uma estação de TGV.


Com este aparato o aeroporto acolheu 3 voos por semana da Ryanair devidamente subsidiada, agora substituída pela Vueling com 4 voos semanais. Os restaurantes e bares servem apenas refeições aos empregados, únicos clientes durante 3 dias por semana. O elefante branco custou 500 milhões de euros, financiados na maior parte pela Caja Castilla La Mancha, que foi intervencionada pelo Banco de Espanha com avales de 9 mil milhões de euros. A Junta de Castilla-La Mancha também entrou com 140 milhões para cobrir as perdas de exploração.

Se eu fosse ao alcaide de Ciudad Real propunha ao presidente da câmara de Beja geminar as duas cidades.

Moraleja de la historia: nuestros socialismos son hermanos.

[Ver no ABC mais aeroportos fantasmas]

ACTUALIZAÇÃO
Vem esta republicação de um post de 06/10/2011 a propósito da venda do aeroporto de Ciudad Real por 11.000 (onze mil) dólares à Tzaneen International, uma companhia chinesa (Fonte: Bloomberg Business).
Quando vos for perguntado como é que foi possível os socialistas espanhóis e portugueses deixarem os respectivos Estados falidos, em alternativa a dizerdes que é próprio dos socialismos falirem os Estados, podeis começar com dois exemplos de dois aeroportos: o de Ciudad Real e o de Beja. No caso de Ciudad Real, o custo total a preços actuais do «investimento» inicial acrescido do retorno líquido negativo durante uns 10 anos não deve andar longe de mil milhões.

1 comentário:

JSP disse...

SUCIAlismos, meus senhres, SUCIAlismos...
Mas o verdadeiro "case study" é a Andaluzia - Mercedes Alaya que o diga...