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15/07/2015

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Um jornalista bom no género mau pode vir a fazer o upgrade para o género bom (IV)

Secção Res ipsa loquitur

Já algumas vezes [(1), (2) e (3)] fiz apreciações negativas de Ricardo Costa, apesar de o considerar um dos melhores jornalistas no mercado das causas. Também já pelo menos três vezes (aqui, aqui e aqui) fiz apreciações positivas.

Agora é a quarta, a pretexto do seu artigo «Passos, do conto de crianças aos louros da madrugada», onde, contra a corrente inspirada na doutrina Somoza, escreveu «no que diz respeito à madrugada decisiva, o que Passos Coelho disse é correto (...) a proposta final teve, de facto, o contributo da delegação portuguesa. Este facto contradiz uma ideia feita, e bastante errada, que passou por colocar Portugal no pelotão da linha dura do Eurogrupo. Isso não é verdade.» (...) .

E ainda escreveu um outro juízo corajoso que lhe pode trazer a excomunhão nos meios da bem-pensância esquerdizante: O Passos Coelho do “conto de crianças” é o mesmo que “recolhe os louros” da madrugada. Alguém que não mudou de sítio, mas que viu quase tudo mudar à sua volta

Leva por isso quatro afonsos para juntar à colecção e, que me lembre, continua a ser o único jornalista premiado com afonsos.

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