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03/04/2014

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (17) – A ternura dos anos 30

Um comentador anónimo, a propósito deste post sobre o pensamento económico do professor doutor John Maynard Galamba, da Mouse Square School of Economics, escreveu o seguinte:

«Classificar o texto J. M. Tavares de "imperdível" é, no mínimo, um sinal de pouco inteligência e de turção ideológica. De facto, a resposta de J.M. Tavares é de uma pobreza argumentativa que faz dó, além de que desvirtua o pensamento de Keynes e, para rematar cita o grande timoneiro Durão Barroso, bastava este facto para atestar a mediocridade do texto


Comentando o comentário direi:
  • «Sinal de pouco inteligência» ainda vá, mas «turção ideológica» é que não posso aceitar; 
  • Que J. M. Tavares possa ter desvirtuado o pensamento de Keynes é lá com ele e também ainda vá, porque não faria mais do que muitos dos que o citam - quase todos uma espécie de encalhados na prega do contínuo espaço-tempo da economia inglesa dos anos 30 - para defender dislates capazes de pôr o John Maynard a revirar-se no túmulo;
  •  O que não posso aceitar é o comentador deitar fora o bebé (a citação de Durão Barroso sobre os 300 milhões que restavam na tesouraria da dupla Sócrates-Teixeira dos Santos) com a água de o lavar (o grande timoneiro), porque, como poderá constatar aqui neste post do Impertinente, com dados da Direcção Geral do Orçamento, a tesouraria socialista no final do 1.º trimestre de 2011 daria quanto muito para alguns dias de despesa média.

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