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11/01/2014

CASE STUDY: Um imenso Portugal (5)

Uma espécie de sequela de (1), (2), (3) e (4) e um ponto de situação do estado em que o socialismo tropical do PT de Lula da Silva e da «presidenta» Dilma está a deixar o Brasil, depois de 8 anos de 1995 a 2002 em que Fernando Henrique Cardoso domou a inflação endémica e lançou as bases para uma economia moderna e competitiva. Para mais dados e análise ver o Special Report Brazil da Economist.

O gráfico seguinte ilustra bem como o Brasil negligenciou até agora a criação das infra-estruturas indispensáveis à criação de uma plataforma para desenvolvimento sustentável da economia. Não se trata de imitar Portugal semeando não muitas centenas de kms, como por cá, mas muitos milhares auto-estradas, ou de torrar o equivalente a mais de 2,5 mil milhões de euros a construir ou reconstruir 12 estádios. Trata-se apenas de dispor das infra-estruturas rodoviárias e, sobretudo, ferroviárias e portuárias, para entre outras coisas evitar filas de camiões dezenas de kms para descarregar as exportações nos principais portos.



E onde gastou o Brasil os recursos financeiros que lhe teriam permitido construir essas infra-estruturas? Esqueçamos a Bolsa Família, apesar dos 20 mil milhões de reais em 2012, e olhemos para o gráfico seguinte e o peso das pensões de reformados com apenas 25 ou 30 anos de contribuições num país jovem.


Reparemos também como tem sido negligenciada qualidade do ensino público, um dos piores dos países da OCDE.


Tem solução? Talvez, se os brasileiros fazerem boas escolhas políticas e mandarem para casa as legiões de caciques locais, regionais, estaduais e nacionais que cavalgam o povão e se munirem de paciência para esperar uma ou duas décadas.

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