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19/01/2014

CASE STUDY: O que acontece quando se cortam os subsídios de desemprego?

Esta pergunta é invariavelmente respondida de acordo com vulgata do respondente. A dificuldade de isolar os efeitos dos subsídios de desemprego é geralmente uma boa desculpa para tirar do bolso a resposta tipo.

É por isso que qualquer observação da resposta dos mercados de trabalho a uma alteração destas políticas tem um valor acrescido. Como é o caso, do estado da Carolina do Norte que no Verão passado reduziu a lump sum que paga após o desemprego e o número de semanas do subsídio de desemprego.


A taxa de desemprego subiu para 8,9% em Julho e começou gradualmente, mês após mês, a descer até 7,4% em Novembro, o valor mais desde finais de 2008, 22 mil trabalhadores foram empregados e o número de desempregados desde de 73 mil. Para mais detalhes ver «What happens when jobless benefits are cut? North Carolina may offer clues».

O que significa isto? Que a redução dos subsídios de desemprego aumenta o emprego? Não necessariamente, porque intervieram muitos outros factores e o desemprego diminui igualmente em Estados que não alteraram a política de subsídios de desemprego. Significa, e não é pouco, que a redução dos subsídios de desemprego pode ter em certas circunstâncias efeitos positivos na situação global dos desempregados e não tem necessariamente efeitos negativos, ao arrepio do que costuma ser a tese de estimação da economia de causas.

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