... partilhar, sem uma dúvida, sem um sobressalto de consciência, durante vários anos quartos de hotéis de luxo, refeições em restaurantes da moda e férias em resorts pagos por uma criatura com o salário de um primeiro-ministro português, despesas financiadas por um amigo, segundo ele próprio, ou por luvas segundo as investigações do MP, e esperar vários anos para escrever que essa criatura tinha «uma tal ausência de noção do bem e do mal, que instrumentalizou os melhores sentimentos dos seus próximos e dos seus camaradas e fez da mentira forma de vida».
E, não obstante tudo isso, a Dona Fernanda Câncio, que nunca se interessou por saber de onde vinha o dinheiro do Sr. Eng. Sócrates, sentiu-se à vontade para apontar o dedo à família real espanhola porque «nunca se interessou por saber de onde vinha o dinheiro» de Juan Carlos.
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