A petição Contra conferências Neonazis em Portugal e pela ilegalização efetiva de grupos de cariz fascista/racista/neonazis, criada em 2 de Novembro do ano passado a pretexto da realização no dia 10 de Agosto, em Lisboa, de uma reunião de organizações de extrema-direita, assinada por dezenas de associações como Antifascistas Autonômos de Goiâna, Bloco de Esquerda, MTST - Movimento dos Trabalhadores sem Teto, Queer Tropical, UMAR, etc., foi avaliada por uma Comissão Parlamentar em 7 de Julho, e vai ser discutida em plenário depois de Setembro (DN).
É discutível que numa democracia avançada (estou a falar em abstracto, porque Portugal é uma democracia asmática com um Estado ocupado por neosituacionistas) se devam ilegalizar entidades porque, segundo os peticionários, perfilham a ideologia fascista. Dando de barato a legitimidade de ilegalizar tais entidades fundada no facto de se identificarem com regimes políticos totalitários e considerado a resolução do Parlamento Europeu que equiparou nazismo e comunismo, pergunto se não devemos peticionar a ilegalização do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda, por exemplo.