A Suécia é um desses países que fez uma ;abordagem desalinhada inspirada por uma valorização da liberdade de escolha estranha à cultura portuguesa. Por isso, apesar de ter registado um número de óbitos por milhão de habitantes (571) em diminuição constante e sempre inferior aos da Bélgica (852), Espanha (611) e Itália (582), a sua experiência foi geralmente vilipendiada pelos mídia portugueses.
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| worldometers |
Mas onde a abordagem sueca se mostra claramente preferível à portuguesa, para além do muito menor impacto económico (a quebra do PIB é metade da portuguesa) é no excesso de óbitos em relação à média dos últimos anos, excesso que inclui, além das mortes por e com Covid, as mortes por outras causas que em grande parte se podem razoavelmente atribuir às consultas não realizadas (3 milhões), às cirurgias adiadas (100 mil) e aos resultados físicos e psicológicos do confinamento sobretudo nos idosos. Citando o blogue Nos cornos da covid que tem feito um excelente trabalho:
«Resultado disto, somando tudo: a Suécia registou, entre Março e Julho, um excesso de mortalidade de 13,5% em relação à média; Portugal um excesso de mortalidade de 12,9%. Em termos absolutos,o excesso de mortalidade em Portugal é já superior (também por força de um maior envelhecimento populacional). No nosso país, entre Março e Julho morreram mais 5.667 pessoas do que a média; na Suécia mais 4.912.»
