O primeiro desses temas é a publicação quase inédita de opiniões técnicas desalinhadas no que respeita à pandemia depois de quatro meses da narrativa oficial dominante praticamente em exclusivo. Refiro-me ao texto «Perguntas frequentes sobre a Covid-19 e respostas que promovem o bom-senso» de André Dias (de quem já aqui publiquei o vídeo com a sua entrevista à Qi News) e de Gabriel Branco. É um texto de leitura muito recomendável que apresenta conclusões confirmando em termos gerais o que temos vindo a defender nesta série de posts.
O segundo tema vem na sequência dos posts que publicámos evidenciando haver muitos infectados que não foram testados [(1), (2) e (3)] e, em consequência, as taxas de letalidade serem muito inferiores às oficiais. O caso é tanto mais notável quanto diz respeito à comuna italiana de Bergamo, foco da mais devastadora infecção em Itália e provavelmente em todo o mundo. De cerca de 10 mil residentes escolhidos aleatoriamente, testados de 23 de Abril até 3 de Junho, 57% tinham anticorpos comprovando que foram infectados (Reuters). Podemos assim estimar que 68 mil dos 120 mil habitantes da comuna foram infectados, ou seja 5 vezes mais do que os 13.600 casos identificados.
O terceiro tema são os danos colaterais que resultam da concentração em exclusivo dos recursos dos sistemas de saúde no tratamento da pandemia em consequência da paranóia dos governos e do público alimentada pelos mídia, tema já tratado no post Porque aumentou a taxa geral de mortalidade? O serviço público de saúde britânico estimou que o número de pessoas nas listas de espera duplicará para 10 milhões até ao fim do ano com as consequências previsíveis sobre a mortalidade.
O quarto tema é o impacto discriminatório do fecho das escolas, uma medida grandemente inútil para combater a pandemia. Como o diagrama referente às escolas secundárias do Reino Unido mostra com clareza, os alunos mais pobres nas escolas públicas tem menos acesso aos métodos mais interactivos e mais eficazes do que os alunos mais ricos nas mesmas escolas. E esses alunos mais pobres têm ainda muito menos acesso do que os alunos das escolas privadas geralmente provenientes de famílias das classes médias altas.
