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30/06/2020

Dúvidas (311) - É o governo que aldraba os números da pandemia ou o vírus é "relativamente bonzinho"?

O outro contribuinte do (Im)pertinências tem tratado o assunto da pandemia com seriedade e rigor na série de posts De volta ao Covid-19. Colocando a ameaça em perspectiva. Não vou por isso acrescentar nada, a não ser a dúvida cartesiana enunciada no título do post que resulta da comparação da histeria generalizada com os factos conhecidos e a conclusão chocante para a verdade oficial da cientista Maria Manuel Mota. Como a dúvida me foi suscitada pelo título do texto do médico Tiago Tribolet de Abreu: Covid-19: afinal quão grave é esta doença? vou citar alguns curtos excertos.

Desde logo não se sabe se o número de “casos confirmados” é o número de pessoas com a doença Covid-19 porque «a presente definição de “caso confirmado” possui, em si mesma, uma enorme e grave incongruência, pois permite classificar como “caso confirmado” (pressupõe-se que de Covid-19) alguém sem qualquer manifestação de doença, em plena saúde, apenas com um teste positivo».

Dando de barato a questão da causa mortis que segundo o critério da DGS inclui "por Covid" e "com Covid", «para comparação, em 2019 morreram 111.793 indivíduos em Portugal. Ou seja, estes 1.549 mortos com teste positivo corresponderiam a 1,4% da mortalidade total em Portugal em 2019.

Também para comparação, cumpre referir que, de acordo com a DGS, terão morrido mais de 3.300 pessoas de gripe na época de 2018-2019» e, acrescento, ninguém se inquietou com o dobro das mortes.

Por isso, é razoável supor que ou bem os mídia sabem coisas que nós os humanos não sabemos, por exemplo que o governo aldraba os números da pandemia para não inquietar a populaça, ou bem a Dr. Mota tem razão e o vírus é «relativamente bonzinho».