Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
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» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

28/05/2019

As eleições europeias vistas noutro ângulo (o segundo)

Continuação do primeiro ângulo.

Este segundo ângulo, que me parece compatível com o primeiro, ainda que noutro tom e sem ironia, é o ângulo de João Cotrim Figueiredo neste artigo do jornal Eco. Aqui vão alguns excertos contrariando a visão da comentadoria oficial e dos opinion dealers:
  1. A abstenção subiu. Não subiu, não. Votaram mais 30.000 pessoas do que em 2014. 
  2. O BE teve uma grande vitória. Não teve, não. (...) Fica abaixo dos 10,2% obtidos nas legislativas de 2015 e perde 223.000 votos! 
  3. O PS teve uma grande vitória. Não, não teve.  Em 2014  o PS teve 31,46%, a coligação PSD/CDS teve 27,71%, ou seja, uma diferença de 3,75%. Nas actuais eleições a diferença para PSD + CDS + Aliança + Iniciativa Liberal foi 2,52%.
  4. A direita teve uma grande derrota. Não teve, não. O PSD tem, de facto, uma derrota histórica, e o CDS um resultado mau, mas a direita no seu todo subiu. Com o Aliança e o Iniciativa Liberal, teve 27,71% em 2014 e passou para 30,87%.
  5. O PCP teve uma grande derrota. Não, não teve. Teve um desastre eleitoral.