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04/12/2016

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: A morte do ditador e a idiotia da nossa "intelectualidade"

«Depois de quilómetros de prosa enfatuada e conversa na televisão sobre a morte de Fidel Castro, o que ficou? Ficou o retrato de um mundo político e de uma “intelectualidade”, que roçam a idiotia ou a ignorância e que não resistiram a rezar em público pelo santinho de Cuba. Nem os factos nem o descrédito da doutrina conseguiram fazer brilhar uma luz naquelas cabeças. Essa criatura que transformou o país mais rico da América Latina numa triste colónia da URSS e que, de caminho, ia provocando uma guerra nuclear, só merece ao tenro coração dos nossos governantes uma ternura filial ou, como no de Marcelo, uma curiosidade patega. Houve quem não se levantasse para o rei de Espanha; não houve quase ninguém que se portasse com alguma dignidade quando o velho tirano morreu. Este Portugal é uma vergonha.»

O Diário de Vasco Pulido Valente, no Observador

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