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17/12/2016

ACREDITE SE QUISER: Coisas rigorosamente verdadeiras mas difíceis de acreditar

Os retalhistas americanos aguardam ansiosamente as devoluções das compras frenéticas dos feriados do Dia da Acção de Graças. No ano passado as devoluções atingiram $260 mil milhões, um montante pantagruélico equivalente a 1,4 vezes o PIB aqui do burgo. O problema é tão pesado que aconteceu o que acontece geralmente nos sistemas diabolicamente capitalistas: surgiu um novo negócio para resolver o problema. Como o vestuário tem um peso importante nas devoluções, a TJX que compra devoluções e sobras das vendas é já o maior retalhista mundial de vestuário.

Na vigência do império soviético, um dos protectorados de Moscovo ficou a dever a outro $276 milhões. Passados quase 30 anos, o calote continua e, recentemente, o devedor (Cuba) propôs ao credor (Checoslováquia, representada pela República Checa) pagar a dívida com rum. Segundo as contas dos checos, se aceitassem, poderiam embebedar-se com Cuba Libre durante mais de um século. Não aceitaram.

Em vez de rum, Cuba poderia ter proposto pagar a dívida com charutos Cohiba, como os que ofereceram ao presidente Marcelo quando da sua visita de homenagem àquele grande paradigma da democracia socialista agora falecido com 57 anos de atraso, Talvez tivessem mais sucesso.

Por falar nisso, agora mais perto de nós, mas igualmente difícil de acreditar, o presidente Marcelo dos Afectos garante «que o Governo vai bem na banca». Dado o seu envolvimento nas soluções para a banca em geral e a Caixa em particular, é uma enorme demonstração de modéstia por não ter dito «eu e o governo vamos bem na banca».

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