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07/12/2016

ESTÓRIA E MORAL: Os testes do PISA e a nomeação de ministros da Educação

Estória

Era uma vez uma OCDE que em cada 3 anos, desde 2000, realiza um teste de avaliação – PISA (Programme for International Student Assessment) - a uma amostra de alunos nos países membros de 15-16 anos que frequentem pelo menos o 7.º ano, nas áreas de matemática, ciências e leitura.

No teste realizado em 2015, cujos resultados foram hoje conhecidos, os alunos portugueses ultrapassaram, pela primeira vez desde 2000, a média dos países membros da OCDE, com 501 pontos na área de ciências, 492 em matemática e 498 em leitura (no máximo de 1000 pontos).

Antes que a geringonça se felicite pelo trabalho do seu ministro da Educação de facto Mário Nogueira, com o seu ajudante Tiago Brandão Rodrigues avaliado trimestralmente, recordo que o teste PISA se realizou ainda antes desta equipa ter sido nomeada.

Creio que se pode retirar um ensinamento destes resultados, mas para isso tenho de me socorrer de um diagrama publicado pelo Insurgente que reproduzo, recordando que os ministros da Educação mais contestados pelo actual ministro de facto Mário Nogueira e durante os anos em causa controleiro da Fenprof, foram Maria de Lurdes Rodrigues caída em desgraça durante o governo Sócrates I e Nuno Crato do governo Passos Coelho.

Insurgente

Agora sim, posso ir à moral.

Moral 

Antes de nomear um ministro da Educação deve-se sempre pedir à Fenprof uma lista dos nomes vetados.

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