Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

11/12/2016

ACREDITE SE QUISER: E o culpado é…

Há um ano, um doente com aneurisma morreu 3 dias depois de ter dado entrada no hospital de S. José, na madrugada de domingo para 2.ª feira, sem ter sido operado. Um ano mais tarde, três relatórios de peritagem concluíram, segundo o Expresso, terem sido seguido os procedimentos, não tendo havido negligência médica ou infracção disciplinar.

Porque não foi o doente operado mais cedo, por exemplo na 6.ª feira, quando deu entrada no hospital de S. José? Segundo um dos relatórios, por «indisponibilidade manifestada pelo corpo de enfermagem em continuar a assegurar a escala de cirurgia urgente/precoce de aneurismas cerebrais, que vigorava aos sábados e feriados em regime de prevenção» por «razões que se prenderam com aspectos essencialmente remuneratórios». Segundo a bastonária da Ordem dos Enfermeiros «não foi aberto qualquer inquérito porque não teve que ver com a má prática de enfermagem». A Ordem dos Médicos concluiu que a legis artis foi respeitada.

De quem é a culpa? A advogada da família, citada pelo Expresso, quer «saber quem tem a responsabilidade». O Expresso já sabe quem tem: o ministro da Saúde. Qual ministro da Saúde? Elementar, meu caro Watson. O ex-ministro da Saúde Paulo Macedo que terminou funções três semanas antes da morte do doente.

1 comentário:

Lura do Grilo disse...

Não há limites para esta canalhada