Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

25/12/2016

Mitos (244) - O contrário do dogma do aquecimento global (XIII)

Outros posts desta série.

Em meados do século passado eram libertadas anualmente para a atmosfera 6 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono. Em 2014 esse número foi seis vezes maior e, em consequência, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumentou de 311 partes por milhão (ppm) em 1950 para 400 em 2015. Entre 1959 e 1989 o ritmo do aumento aumentou de 0,75 para 1,86 ppm por ano. Contudo, desde 2002 tem-se mantido praticamente constante.

Há várias explicações para isso: uma parte do CO2 é capturado pelos oceanos e outra parte é processada pela fotossíntese e transformada em massa vegetal pelas plantas. Um estudo recente (fonte) mostra que à medida que a concentração de dióxido de carbono aumenta na atmosfera a fotossíntese acelera-se.


Por isso, ao que parece em consequência das mudanças climáticas, entre 1982 e 2009 a área com vegetação aumentou 18 milhões de km2 - uma área aproximadamente igual ao dobro da superfície dos Estados Unidos - o que pode estar desacelerar essas mudanças climáticas.

E isso significa que serão revertidas as mudanças climáticas e travado o aquecimento global? Ninguém sabe. Significa apenas que a ciência de causas que tem sustentado a tese do irremediável aquecimento global por causas humanas (leia-se o homem branco e o capitalismo) pode ser fancaria.