Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

10/02/2005

TRIVIALIDADES: Passou-se alguma coisa ontem à noite? (epílogo)

A muito custo, o Impertinências não imitou o doutor Anacleto Louçã e absteve-se de comentar sem ter visto o «Combate dos Chefes», como foi baptizado pelo Expresso o debate entre o doutor Santana Lopes e o engenheiro Sócrates.

À míngua dum "resumo" ciciado ao ouvido pela doutora Ana Drago, e apenas apetrechado com o suplemento especial extraído do quilograma de papel daquele semanário, o Impertinências, após uma leitura atenta das 12-páginas-12 da acta do combate, está agora em condições de dar o seu veredicto impertinente.

O doutor Calimero consegue transmitir a impressão dum (relativo) conhecimento dos problemas e de os tratar com um módico de (relativo) rigor. É surpreendente para quem deixa que se dê de si próprio a imagem pública que ele deixou que se desse.

O engenheiro Sócrates confirma os piores receios. Não domina os dossiers, está pouco à vontade em quase tudo (excepto talvez no tema da co-incineração), não tem ideias novas e não apresenta nem uma velha boa ideia.

Na sua declaração final o doutor Santana Lopes faz uma boa síntese do programa socialista: «não se querem comprometer com nenhuns objectivos que dependam de si próprios».

Sem comentários: