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24/02/2005

SERVIÇO PÚBLICO: Cheiros fétidos exalam dos fundilhos de Moloch

«Não sei se o senhor Joaquim Oliveira, irmão do ex-jogador e treinador António Oliveira, empresário «self made man» que fez fortuna no futebol, que ostenta amizades duvidosas e mantém amizades menos recomendáveis, não sei se podia ser banqueiro neste país.
Mas sabemos que, à partida, é o mais forte candidato, o preferido do BES e do management da PT, à aquisição da unidade de media do grupo. E que, de um momento para o outro, por um valente punhado de euros, pode ficar em cima de um império mediático formado pelo DN, JN e TSF, só para falar dos mais importantes.
Certezas poucas temos, a não ser aquelas que as tremendas suspeições que rodeiam o mundo em que o senhor Oliveira prosperou. Não há um Banco de Portugal para certificar os patrões de media no nosso país. Mas, seguindo os avisos do accionista BES, é importante que a PT saiba a quem venda. E, se vender, que não venda apenas a quem mais paga.
A democracia já está suficientemente doente. A vigilância deve ser permanente sobre o poder político. Sobre as relações que ele mantém com o poder económico. E sobre quem faz de intermediário em todas estas relações. Pelo ar que respiramos. Que não tem preço.
»
[Sérgio Figueiredo, «Pelo ar que respiramos», Jornal de Negócios]

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