| America is mighty—but becoming less dominant |
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
07/09/2026
06/09/2026
LASCIATE OGNI SPERANZA, VOI CH'ENTRATE: Vamos todos fingir que o problema não existe? Sim, vamos (13) - A leveza insustentável do sistema público de pensões (IX)
Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12)
As projecções de Luís Portugal, que conhece bem o tema, num cenário razoavelmente optimista, confirmam que os 42 mil milhões do FEFSS cobrem cerca de um quarto das responsabilidades da Segurança Social por pensões e não dão para mandar cantar um cego, como dizia minha avó. Se adicionarmos as responsabilidades da CGA, que há anos não tem contribuições e é financiada pelo OE, o buraco assume profundidades abissais, como aqui andamos há mais de duas décadas a escrever (ver etiqueta pensões).
04/09/2026
ARTIGO DEFUNTO: Ranking Mais Idiota do Ano (2)
| 30 dos 50 mais poderosos segundo o Jornal de Negócios |
Alguns destaques:
- A presença de Mr. Trump, Mme Lagarde, Frau von der Leyen, camarada Xi Jinping e Monsieur Macron, todos estes últimos menos poderosos do que o Dr. Montenegro, dá um cunho planetário ao ranking;
- A presença no 2.º lugar do Dr. Macedo mostra bem como a banca pública nacional tem um papel de relevo na galáxia das finanças;
- Há pequenas coisas que muito reconfortam o ego patriótico e, entre elas, destaca-se a Dr.ª Azevedo, que, ao preceder o camarada Xi, evidencia o papel dos supermercados Continente no panorama internacional;
- É, por assim dizer, mais um exemplo de como os portugueses estão no topo do mundo.
02/09/2026
Crónica da passagem de um governo (65b)
O Dr. Adalberto Campos Fernandes, socialista e ministro da Saúde do Dr. Costa, durante três anos de que não há memória de ter apontado “irregularidades”, e conselheiro do Presidente da República, diz, a propósito das trapalhadas miúdas de que é acusado o Dr. Luís Neves, haver «sinais muito preocupantes que indiciam materialmente um funcionamento irregular das instituições». Teria o Dr. Adalberto toda a razão se as instituições do Estado sucial lusitano tivessem por hábito funcionar “regularmente”. Como o que é regular nas instituições durante governações como as do Eng. Sócrates ou do Dr. Costa são as irregularidades, o Dr. Adalberto deveria ter dito algo como «há sinais muito preocupantes que indiciam materialmente o funcionamento regular das instituições».
Está por explicar (para além da explicação para retardados que o governo deu) o racional do governo para comprar uma participação de 13,7% na REN, o operador da rede eléctrica de alta tensão. O silêncio do governo foi preenchido pelo cacarejar de vozes “liberais” em protesto pela intervenção do governo numa empresa privada, apenas interrompido por um comentário com pés e cabeça do Eng. Mira Amaral, concorde-se ou não.
E assim se evita a «hecatombe social» prenunciada pelo Dr. Dominguinhos
Perante a proximidade do fim do PRR e o atraso para aplicar os respectivos dinheiros da bazuca, o Dr. Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento, alertou que «se a consequência for a devolução do dinheiro vamos ter uma hecatombe social». O ministro da Economia ouviu o apelo e garantiu que não haveria devolução. Pelo contrário, haveria complementação pelo OE 2027 que financiará todos os projectos em “conclusão substancial” no final de Agosto, seja lá o que isso for. Os bafejados pelo anúncio suspiraram de alívio e os contribuintes que o pagarão não deram por nada.
Canários na mina
Primeiro os trinados: puxado pelas exportações, o PIB cresceu 2,5% em termos homólogos no 2.º trimestre e 0,8% face ao 1.º trimestre (INE). É poucochinho, diria o Dr. Costa se ainda por cá andasse.
Depois os pios: a inflação foi 3,3% em Agosto pelo que a variação média nos últimos 12 meses subiu para 2,7% (INE); o endividamento da economia aumentou 39,6 mil milhões no primeiro semestre de 2026, com o sector público a subir 22,6 mil milhões, a dívida das empresas privadas a crescer 4,2% e a dos particulares 9,9%, em termos homólogos (BdP); os yields da dívida pública portuguesa atingem máximos de 5 anos.
| Trading Economics |
A estes pios dos canários junta-se o grasnar da CE que faz um prognóstico baseado nas novas regras orçamentais para o crescimento da despesa pública que em Portugal se prevê seja 5,6% em 2026, acima do limite de 5,1%, e em 2027 atinja 5,5%, muito acima do limite de 1,2%, por força do crescimento da despesa corrente (mais liberdade).
01/09/2026
Crónica da passagem de um governo (65a)
A TAP acabou de anunciar os resultados do 1.º semestre, que foram perdas de 71 milhões atribuídas ao aumento do preços do jet fuel. O aumento dos preços dos combustíveis, devido à guerra de estimação do Sr. Trump com os aiatolás, explica 89 milhões e o aumento dos custos com pessoal explica 36 milhões. Se os preços do combustível se tivessem mantido constantes, ainda assim, a TAP teria tido um resultado medíocre de 18 milhões, face aos mais de 2 mil milhões de receitas do semestre, resultado que se segue a uma queda dos lucros de 70% em 2024 e de 90% em 2025. Enfim, trocos face aos 3.340 milhões de euros de subsídios lá enterrados.
Take Another Plan (2). Para os socialistas, no perder é que está o ganho ou a maldição da tabuada
Que o Dr. Brilhante possa ter escrito isso sem que a comentadoria deste Reino de Pacheco tenha feito o menor reparo aos disparates do Bloco Central da Asneira, não chega a ser surpreendente (Camilo Lourenço fez o reparo, mas não faz parte do Reino de Pacheco), dá uma medida da indigência mental dos comentadores encartados.
No Portugal dos Pequeninos o lucro empresarial é um pecado tolerado - desde que seja pouco
| mais liberdade |
Que apenas durante o período da crise financeira de 2012-2018 as empresas portuguesas tenham tido margens de lucro superiores à média dos 38 países da OCDE é mais difícil de explicar do que a queda das margens nas últimas décadas.
A China aposta na alta tecnologia portuguesa
O investimento directo estrangeiro não é grande coisa e também não é animador o capital chinês acreditar na "tecnologia avançada" da indústria portuguesa e ir investir 30 milhões numa fábrica de fiação a húmido de linho e cânhamo.
Enquanto esperamos que o Portugal dos Pequeninos tenha «todas as condições para se tornar um líder mundial na IA», por que não…
… destacar alguns polícias dos pantagruélicos efectivos policiais do Portugal dos Pequeninos - o quarto país da UE com mais polícias por 100 mil habitantes -, para policiar a linha de alta velocidade Évora-Elvas, onde já se queimaram 460 milhões e continua sem ser certificada, devido aos furtos de equipamentos de catenária, sinalização e telecomunicações.
30/08/2026
Os equívocos do Programa "Mais Habitação", ou como tentar administrar uma medicação sem saber qual é a doença (15)
29/08/2026
Pro memoria (150) - In war, truth is the first casualty. There is currently a war in West Bank
«Few, if any, security forces are as ruthlessly effective as Israel’s. Its military and intelligence services strike against enemies even at extreme distances. In the past couple of years alone Israel has assassinated dozens of opponents inside Iran, plus proxy militia leaders in Lebanon and Yemen. Israel’s martial capabilities earn respect even from its bitterest enemies.
Yet this superiority seems to count for little closer to home. Those same forces are responsible for a dire failure in the occupied West Bank, where violent Israeli settlers have been attacking Palestinian residents with increasing brutality. Settlers want to force Palestinians from their land and claim it for themselves.
Israel’s failure in the West Bank can hardly be put down to a lack of resources. The Israel Defence Forces (IDF) deploy 25 combat battalions there. Shin Bet, the powerful security agency, has networks of agents and informers throughout. But these are used mostly to protect the 500,000 or so Israeli settlers, and against the threat of terrorist attacks, not to assist the more than 3m Palestinians who live in the territory. This has largely been the case since Israel replaced Jordan as occupier of the West Bank in 1967.
What has changed is the behaviour of many “outlaw” settlers. Never before have they acted as violently as today. Crucially, never before have they enjoyed the impunity the current government gives them. Since the Hamas attack in October 2023, which triggered the war in Gaza, over 1,100 Palestinians have been killed in the West Bank. Only rarely does the IDF intervene against settlers. In Qusra, for example, an entire battalion was recently deployed against those who were invading Palestinian homes. But the soldiers found themselves fruitlessly chasing youngsters over the hills. Troops from another unit joined the settlers in prayers. No arrests were made.
The ineffectual response can be explained by the stance of Israel’s government. The IDF knows that Binyamin Netanyahu, the prime minister, sides squarely with the most extreme settlers. It appears that the IDF was dispatched to Qusra only after American diplomatic pressure which arose because an American citizen owns a home there.»
28/08/2026
Pro memoria (149) - In war, truth is the first casualty. There is currently no famine in Gaza
«Almost exactly a year ago to the day, my colleagues and I uncovered in The Free Press that a dozen of the most viral images presented as evidence of famine in Gaza in fact showed children with unrelated medical issues, including cystic fibrosis and autoimmune conditions.
The investigation earned me death threats, calls for me to be tried at The Hague, and jabs by a high-profile comedian on national TV—despite the fact that we’ve had to issue exactly zero corrections on our story. That wasn’t the case for three of the news organizations that had run the images, which either updated or corrected their work because of what we reported.
Our point was simply to tell readers that if there was a famine in Gaza, photographs of these children were not evidence of it.
What is indisputable today is that there is currently no famine in Gaza. That is the major finding from a UNICEF-led team that recently produced the most comprehensive and robust nutrition survey of Gaza since the war began. It found that, less than a year after a famine was declared in Gaza, the territory has one of the lowest malnutrition rates in the region. A recovery that swift is not just “miraculous,” in the words of a malnutrition researcher I spoke with—it raises questions in and of itself. Questions like: How can a war-torn territory go from famine to showing some of the lowest rates of child malnutrition in the region in less than a year?»
27/08/2026
NPD. Confirmed diagnosis (3) - Dear devotees of Mr. Trump, you have been warned (several times)
Moves that the enemies and adversaries of the US will enthusiastically applaud
Trump is at odds with his own administration—and with reality
Trump's current naval fixation
26/08/2026
Non habebis in sacculo diversa pondera maius et minus (Deuteronomium 25:13)
«Algo incrível aconteceu: o Irã tentou matar um dos meus filhos», disse o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu em entrevista ao Canal 14.
Certamente por modéstia, Netanyahu não mencionou o ataque que ordenou à força aérea israelita para eliminar o aiatolá Ali Khamenei, a sua mulher, uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.
Num registo mais banal, o Dr. Eduardo Cabrita, amigo do peito do Dr. Costa e seu ministro da Administração Interna durante quatro anos, acusou o Dr. Montenegro de «degradar completamente os padrões éticos da governação” — e criou um “padrão Spinumviva».
Talvez por esquecimento, o Dr. Cabrita não mencionou os "padrões" marido e mulher no mesmo governo, golas de proteção antifumo feitas com material inflamável, atropelamento a 200 km/h pelo carro onde viajava, homicídio pelo SEF de um imigrante ucraniano, entre muitos outros "padrões" ocorridos durante os governos do seu amigo Dr. Costa.
25/08/2026
Crónica da passagem de um governo (64b)
O relatório "Reformar as Pensões em Portugal" agora tornado público não contém nada que devesse surpreender alguém razoavelmente informado sobre o sistema português de segurança social. No que respeita ao diagnóstico, poderia dizer-se que é em grande parte do domínio do óbvio ululante, como teria dito Nelson Rodrigues, se por acaso ainda vivesse e se interessasse pelo tema. O óbvio mais ululante é sem dúvida a constatação de que a CGA, o subsistema dos funcionários públicos, é há vários anos deficitário e o montante do seu défice é suficiente para tornar deficitário o sistema no seu conjunto. Quanto às soluções propostas, que naturalmente são discutíveis, não têm nada de muito diferente do que são as soluções já existentes nos países da UE em que o pensamento mágico já foi abandonado.
Sem nenhuma surpresa, os partidos e o comentariado residente baseados no princípio «if it ain't broke, don't fix it» não veem qualquer necessidade de mexer na coisa. Se não estivéssemos no Portugal dos Pequeninos com elites que disputam o campeonato das elites mais merdosas do planeta, isso poderia parecer estranho, sabendo-se que o próprio governo socialista apresentou à CE dados publicados no 2024 Ageing Report que mostram a pensão média a cair de pouco mais de metade do salário médio em 2022 para pouco mais de um terço nos 50 anos seguintes.
A reacção dos líderes políticos ao relatório é o que se esperaria que fosse: o PSD chuta para canto, o PS, não vê qualquer necessidade, o PCP vê uma cabala para privatizar a coisa, o Dr. Ventura insiste em baixar a idade da reforma e o Dr. Seguro declara “sagradas” as pensões. É o que temos.
O chapéu do ministro esconde uma outra cabeça
O Dr. Miranda Sarmento é apenas mais um caso de um economista crítico do governo da ocasião, do qual não fazia parte, cheio de soluções e boas ideias, as quais distraidamente passou a escrito e publicou em 2023 num livro (“Crónicas de um País Estagnado”, com 250 páginas por 45,70€). Essas críticas, soluções alternativas e boas ideias, diz quem as leu, continuam actuais. Foi, pois, uma ideia infeliz porque, mais de dois anos depois do ministro se encontrar no governo, onde se esperaria que estivesse a resolver os problemas que identificou e a adoptar as soluções que preconizou, o livro continua actual.
O que está em causa na REN? A resposta à opacidade do governo tem sido o “liberalismo” dos iliberais
O governo decidiu comprar a participação de 13,7% na REN, o operador da rede eléctrica de alta tensão, detida pela Pontegadea Inversiones da família do Sr. Ortega, o dono da Zara, sem uma explicação para além da treta de esperar que isso possa reduzir o preço da electricidade. Podia ter explicado, mas não explicou, que a compra se justificaria para ter uma presença na gestão de uma rede estratégica por um operador que é controlado indirectamente por um governo de um império concorrente e adversário do bloco de que faz parte o Portugal dos Pequeninos, o que não seria uma razão estúpida.
Contra uma decisão muito discutível e, sobretudo, opaca, levantou-se um coro crítico quase unânime de vozes “liberais”, como a do Dr. Galamba, protestando pela intervenção do governo numa empresa privada.
Enquanto esperamos que o Portugal dos Pequeninos tenha «todas as condições para se tornar um líder mundial na IA», por que não resolver «as pequenas coisas que, porventura, não correm tão bem»?
Por exemplo, publicar o relatório final do acidente do elevador da Glória, que fará um ano na próxima semana, ou dar instruções aos apparatchiks do Metro de Lisboa para mandarem reparar as escadas rolantes avariadas há anos.
24/08/2026
Crónica da passagem de um governo (64a)
Na missa do Pontal, onde os sumo pontífices em exercício do PS-D costumam todos os anos dirigir-se aos crentes para revigorar a sua fé, o Dr. Montenegro, queixou-se de que ninguém fala «das grandes coisas que estamos a fazer bem» e só falam «das pequenas coisas que, porventura, não corram tão bem», referindo-se implicitamente ao jornalismo e à comentadoria. Tem de se dar ao Dr. Montenegro alguma razão por muitos dos membros dessas agremiações praticarem o que o Dr. Ascenso Simões chamou com uma expressão colorida «chafurdar em coisas de merda». Por outro lado, tem de se conceder também ao jornalismo e à comentadoria razão de que as supostas «grandes coisas» devem-se tanto ao governo como à divina providência, ao passo que as pequenas coisas são as únicas em que o governo toma a seu cargo com escasso sucesso.
Por falar em coisas que se devem à divina providência
Até meio de Agosto a área de floresta ardida este ano é um quarto da área ardida em 2025. É tão verdade como os incêndios até meados de Junho de 2017, em pleno primeiro consolado do Dr. Costa, se terem portado muito bem antes da tragédia de Pedrógão Grande que fez 66 mortos, queimou 500 casas e 53 mil hectares de floresta.
Por falar em «pequenas coisas» que não correm bem
Já aqui anotámos o entupimento de 237 das 404 conservatórias do registo civil e anotamos agora que os Registos Comerciais têm mais de dois mil dias de atraso e o governo deixou de publicar os dados.
O Hospital Amadora-Sintra, que já teve uma gestão privada de sucesso (foi extinta a PPP pelo governo do Eng. Sócrates), apresentava na tarde da sexta-feira passada um tempo de espera dos doentes urgentes superior a 9 horas.
E por falar do colapso do SNS…
… como está o estudo aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros de 7 de março de 2025 para a criação das cinco PPP para gerir os hospitais de Braga, Loures, Vila Franca de Xira, Amadora-Sintra e Almada e os cerca de 170 centros de saúde nessas áreas?
Onde param os dados do ranking das escolas?
Os dados do ranking de 2024 das escolas secundárias o ano passado foram publicados em Abril e tornaram possível o (Im)pertinências publicar em Setembro três posts com os resultados do tratamento estatístico e as conclusões: «O que nos diz o ranking das escolas de ensino secundário» (1), (2) e (3). Os dados do ranking, cada ano publicados com maior atraso, como aqui sublinha João Marôco, este ano estão ainda mais atrasados do que o costume, fazendo suspeitar de um expediente para adiar más notícias em cima da má notícia do atraso da publicação do resultados dos exames.
Ao querer sacudir o aumento dos combustíveis o governo deu um tiro no próprio pé
O relatório da ERSE pedido pelo governo não encontrou evidências de manipulação dos preços pelos produtores. Os preços têm evoluído em linha com os da UE e, em relação à Espanha, a principal diferença resulta dos impostos que em Portugal são mais 41,8 cêntimos na gasolina e 25,1 cêntimos no gasóleo.
22/08/2026
O mundo não é perfeito e não vai ser possível recolocar a pasta dentro da bisnaga
| mais liberdade |
A globalização reduziu a pobreza dos países pobres, foi sentida como uma ameaça e exacerbou o nativismo e o populismo das classes médias dos países ricos, a quem trampolineiros prometem recolocar a pasta dentro da bisnaga.
21/08/2026
Pro memoria (148) - See my leaps, don’t read my lips. The trumping way to Make the Debt Great Again
| Trading Economics |
«Maybe we'll pay off our $35 trillion dollars, hand them a little crypto check, right? We'll hand them a little bitcoin and wipe out our $35 trillion.»
August 2024, in a Fox Business interview
20/08/2026
ARTIGO DEFUNTO: Segundo o jornalismo de causas, os salários médios deveriam ser o que o governo quisesse
18/08/2026
ARTIGO DEFUNTO: A "inclinação ideológica e política" das ciências actuariais, da estatística matemática, da econometria, da demografia, da macroeconomia e das finanças públicas
[Este post é uma espécie de continuação de Comparar a beira da estrada com a Estrada da Beira]
Cinco dias antes de ser conhecido o relatório sobre a sustentabilidade do sistema de pensões, o semanário de reverência, no seu papel de órgão oficial do militante socialista anónimo, citava o PS que já classificava o relatório como «enviesado» e se declarava preocupado por o estudo ter sido coordenado por «duas pessoas que têm uma inclinação ideológica e política muito clara».
Fiquei confundido, sem perceber qual seria o papel da inclinação ideológica e política na avaliação da sustentabilidade financeira de um sistema público de pensões. Admiti que essa confusão se devesse a não estar iluminado pela ciência das jornalistas de causas que assinam o artigo (duas economistas portadoras de mestrados pelo ISEG e uma cientista da comunicação da equipa das Redes Sociais e Online). Vergado ao peso dessa ciência, resolvi pedir a um agente de IA para descrever um modelo teórico geral de repartição (Pay-As-You-Go ou PAYG), em que os trabalhadores activos financiam diretamente as pensões dos reformados do mesmo período.
Eis a descrição do modelo que, surpreendentemente, não contém a variável inclinação ideológica e política.
17/08/2026
Crónica da passagem de um governo (63)
Devia ser evidente para qualquer governo ou para qualquer pessoa com um neurónio que, num país com ¼ de velhos (65+ anos) e quase dois idosos por cada jovem (0-14 anos) teria de existir uma procura crescente de serviços médicos. Em vez de aumentar a oferta, o Dr. Costa reverteu o horário dos funcionários públicos de 40 para 35 horas, reversão apadrinhada pelo Dr. Marcelo. Iniciou-se então uma espiral de queda da capacidade de resposta do SNS e da administração pública em geral e o aumento da despesa pública que, no caso da Saúde, duplicou entre 2015 e 2025.
O que faz um tuga com um know-how refinado em 900 anos a fintar as várias modalidades de Estado, desde Dom Afonso Henriques? Ora, o que haveria de fazer? Recorre às cunhas e aos expedientes. As cunhas permitem às pessoas bem relacionadas fintarem as filas que separam os doentes dos médicos. Quem não dispõe de cunha, na falta de MF o que, em consequência, aumenta a procura de consultas nos hospitais, vai às urgências onde se amontoam dezenas ou centenas de “utentes”, todos devidamente apetrechados da pulseira multicor do protocolo de Manchester, onde esperam pacientemente várias horas e são objecto do tratamento jornalístico habitual (ver aqui e ali, por exemplo).
Chafurdar em coisas de merda, disse ele, e diria eu com ele
Não é frequente concordar com o Dr. Ascenso Simões, um conhecido apparatchik socialista que inclui no seu currículo a defesa de uma condecoração para o Eng. Sócrates, uma dúzia de anos depois da maior obra deste homem que foi ter falido o Estado sucial. A última vez (e talvez a primeira) que concordei com ele foi quando disse ao Observador que «a moderação de Pedro Nuno Santos era completamente falsa». Volto agora a concordar quando, a propósito das polémicas férias do Dr. Montenegro, postulou «temos de dar importância ao que tem importância e não chafurdar em coisas de merda».
À atenção do Dr. Matias com sua saga para Portugal ter «todas as condições para se tornar um líder mundial na IA»
A legislação laboral inglesa, como a portuguesa, contém uma disposição chamada «interim relief» (providência cautelar) que permite a um juiz compelir uma empresa a reintegrar um empregado despedido, ainda que legalmente, ou a pagar-lhe uma indemnização. Até recentemente, o número de casos apresentados aos tribunais andava pelas poucas dezenas por ano, devido à complexidade da lei e aos elevados honorários dos advogados. Com a banalização da IA, muitos trabalhadores despedidos estão a usá-la com sucesso para preparar petições a contestar o despedimento, o que está a multiplicar por 100 o número de casos que inundam os tribunais e a levar estes (que não usam a IA) à paralisia e as preocupações ao governo inglês, que a respeito da IA está a fazer, como o Dr. Matias, muitos anúncios e pouca obra. Processos semelhantes estão a ser usados por um número crescente de cidadãos para contestar os licenciamentos emitidos pelas autoridades locais e as multas de estacionamento, ou para reclamar benefícios ou subsídios sociais.
Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes. Ou talvez não…
… ou talvez seja apenas uma manobra de diversão para iludir a falta de solução dos problemas que não têm solução real, como é o caso do aumento do preço dos combustíveis, cuja solução é meramente ilusória e cuja génese, mais uma vez, a ERSE não conseguiu comprovar que residisse em supostas manobras obscuras dos operadores do mercado português dos combustíveis rodoviários.
16/08/2026
ARTIGO DEFUNTO: Comparar a beira da estrada com a Estrada da Beira
| Semanário de reverência |
- Custo estimado da construção (em 2024) 7,9 a 8,9 mil milhões
- Custo estimado das grandes obras de acessibilidade 5,5 mil milhões
- Custo total estimado 13,4 a 14,4 mil milhões
- Coeficiente médio de derrapagem das grandes obras públicas em Portugal 1,3 a 1,35
- Custo total provável 17,4 a 19,4 mil milhões
- Dois exemplos de derrapagem:
- Centro Cultural de Belém, o custo final triplicou o orçamentado;
- Aeroporto de Berlim: os 5 anos planeados escorregaram para 14 anos; o custo triplicou.
- O meu palpite do custo total final do Aeroporto Luís de Camões: 20 a 30 mil milhões
14/08/2026
SERVIÇO PÚBLICO: Startups no Portugal dos Pequeninos
| Número de startups |
| Número de unicórnios |
Com uma população de 11,4 milhões de habitantes, cerca de 1,54% dos 743 milhões da população total da Europa, Portugal tem 995 startups, uma percentagem de cerca de 2% das startups da Europa, e quatro unicórnios (startups com valor superior a USD mil milhões).
O valor do ecosistema português (o valor total económico criado pelo ecosistema nos últimos 20 anos), cresceu 7,2% nos 12 meses terminados em Abril e é estimado em USD 32,5 mil milhões e no ranking global situa-se no 15.º lugar na Europa (entre a Áustria e Chipre) e no 31.º mundial.
| Ranking mundial de Portugal por sector de actividade |
A posição no ranking mundial por sector de actividade mostra que, sem surpresa, as startups portuguesas estão melhor colocadas nos sectores menos sofisticados tecnologicamente, com destaque para o comércio electrónico e o retalho que representam 10% do total de startups e tem um unicórnio.
Em conclusão, o Portugal dos Pequeninos, estando longe dos delírios de grandeza do governo e dos sonhadores como o Eng. Moedas, não está mal posicionado neste domínio, talvez um pouco melhor do que no resto.
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Fonte: Startup Blink
