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05/08/2016

Massajando as meninges dos leitores

Como se fosse pouco o material jornalístico enviesado, publicado em papel e online, com a moda dos emails com notícias surgiram novas oportunidades de massajar as meninges dos leitores. Ontem citei aqui a «anteVisão» da Visão, hoje cito o Expresso Curto de ontem do mesmo grupo, a propósito da situação política espanhola:
«O mais curioso (esquizofrénico, até) é perceber que o PP, envolvido em escândalos de corrupção e apropriação indevida de fundos que tocam inclusivamente no líder, continua a ser o mais votado e o que mais deputados elege - o que diz mais do PSOE do que do PP.»
E interrogo-me se o jornalista que escreveu a peça também teria ficado esquizofrénico por após 4 anos a enterrar o país, e já com inúmeros casos de suspeita de corrupção do seu líder, o PS de José Sócrates ter conseguido nas eleições de 2009 continuar a ser o mais votado e o que mais deputados elegeu. E ainda, após mais 2 anos em que levou o país à bancarrota, o PS ter conseguido ser o segundo mais votado e, até sair do governo, José Sócrates ter tido um saldo positivo de opiniões.

E, já agora, ainda não dei conta que o jornalista em causa tenha fica esquizofrénico após 6 meses de governo da geringonça a aldrabar os eleitores, Bruxelas e os seus aliados, o sucessor de Sócrates continuar com um saldo positivo de opiniões e o PS manter as intenções de voto.

4 comentários:

Anónimo disse...

O que estes pelintras (em saber e em moral) ignoram é que estão a criar as condiçõeas para a entrada de um regime autoritário que nunca será sinistro.
O regime autoritário de 1926 (logo auto-proclamado de Ditadura Militar) foi entusiasticamente apoiado, de início e entre outros, por Henrique Galvão e por Humberto Delgado (só passaram para o contra quando lhes tiraram a alcofa debaixo dos queixos, depois de 1950).
O que este regime fez foi censurar tudo o que o pudesse incomodar. Aliás o que estes pelintras fazem, a soldo da sinistra. O estado novo não invocava a democracia. Invocava a nação, o povo. Cada um invoca o que pode...
Claro que quando a censura passa a ser rotineira, passa a ser emprego dos incapazes. Tal como o exército. Na altura era dito que «quem não tinha jeito para nada ia prá tropa».
A tropa só melhorou de nível com a guerra colonial: toparam o tacho.

Unknown disse...

Esplendorosa ignorância da/do amanuense que despachou a "encomenda": essa besta quadrada nunca ouviu falar dos ERES andaluzes?
Os nomes de Chaves, Griñan, Juan Guerra , Canamero (agora deputado!!), Margarida Alvarez,etc. não dizem nada à/ao escriba-lacaio?.
Jornalixo no seu melhor.

Oscar Maximo disse...

E o fato do n* 2 do governo Sócrates ter obtido um resultado que permitiu ser o chefe da geringonça, e neste momento, dada a "boa" governação, e a "competência" do BE, estarem os 2 nas sondagens quase com maioria absoluta ?
A dívida é a droga que permite manter os viciados satisfeitos por mais um tempo.

Anónimo disse...

Para a colecção...

Under democracy one party always devotes its chief energies to trying to prove that the other party is unfit to rule — and both commonly succeed, and are right.

The worst government is often the most moral. One composed of cynics is often very tolerant and humane. But when fanatics are on top there is no limit to oppression.