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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

26/08/2016

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (68) - Saudades do regime corporativo (II)

Continuação de (I)

«Médicos recusam dezenas de vagas no interior e no Algarve, titula o JN. Nos Hospitais da Guarda, Covilhã e Castelo Branco só apareceram 9 candidatos para 61 vagas de especialistas. No Algarve ficaram por preencher 31 dos 73 lugares. Um caso que mostra bem o problema das assimetrias geográficas de um país tão pequeno.» (Expresso)

«Os responsáveis do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acreditam que o reforço remuneratório na Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi uma das 'terapêuticas' adequadas para evitar a 'sangria' de funcionários para os concorrentes privados e reclamam que o tratamento seja administrado também ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), a padecer da mesma maleita.» (Expresso)

Quando leio estas histórias, recordo aquele responsável pelo plano quinquenal soviético que numa visita a Londres se manifestou surpreendido pelo facto das padarias londrinas não parecerem ter dificuldade em abastecer de pão os londrinos e estes não pareciam ter dificuldades em abastecer-se, e quis conhecer o departamento do planeamento inglês que fazia um trabalho tão bom.

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