Avarias da geringonça e do país seguidas de
asfixias
Isabel? Isabel quê? Não conhecemos
«
Permissão para entrar no BCP foi dada pelo primeiro-ministro António Costa, numa reunião com a empresária» (
fonte), em troca, recordemos, da saída do BPI imposta pelo BCE.
Quem também mal deve conhecer a Princesa é o Dr. Teixeira dos Santos em cujo currículo se conta: (1) a nomeação para a Caixa da dupla de amigos e factótuns do Eng. Sócrates, Caixa que financiou a compra de acções do BCP e factótuns que a seguir para lá se trasladaram; (2) ter sido em
2008 o pior dos 19 ministros das Finanças da Zona Euro; (3) ter
batido os recordes do défice orçamental e do défice de memória; (4) ter nacionalizado o BPN que
era para não ter custado nada e o nada já vai em vários milhares de milhões; (5) por uma improbabilíssima coincidência, é hoje o presidente do EuroBic que comprou a parte sobrante do BPN, depois de expurgado dos activos tóxicos doados aos contribuintes; e (6) o EuroBic, por outra improbabilíssima coincidência, serviu para a Princesa movimentar as suas poupanças que já vêm do tempo em que vendia ovos. Tudo isso explica que o
BdP não esteja a reavaliar a idoneidade do Dr. Teixeira dos Santos, com toda a razão porque o seu presente não acrescenta muito ao seu passado.
Porém, ainda que a conhecessem como poderiam saber? É certo que uma revista internacional em 2013 já tinha publicado o artigo «
Daddy's Girl: How An African 'Princess' Banked $3 Billion In A Country Living On $2 A Day», mas quem é que, ocupado com a leitura da imprensa amiga do regime, tem tempo para ler a Forbes?
Entretanto, a Eng. Isabel, aborrecida com toda a confusão sobre como conseguiu chegar da meia dúzia de ovos até às 400 empresas e aos 2 mil milhões de euros de património, está a vender as suas empresas a "empresários" que, por acaso, também têm provavelmente a qualidade de membros do partido comunista chinês, de onde poderemos ter a nomenclatura chinesa a caminho de substituir a cleptocracia angolana.
Idiotas úteis
Uma referência especial ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e à maioria dos jornais e dos jornalistas portugueses que se têm empenhado em expor os podres da Princesa, da família Dos Santos e daquela parte da cleptocracia que foi expulsa do poder, com grande júbilo do resto da cleptocracia que continua no poder, alimentando com zelo os crocodilos dos mídia na esperança de os manter afastados de si próprios.
Ministério à medida, disse ela
Quatro coisas que na Óropa pareceriam virtualmente impossíveis (1) ter um ministério da Coesão num país que é coeso há séculos; (2) ter uma ministra que confessa com grande à vontade que «
o ministério foi feito um bocadinho à minha medida»; (3) ter um jornal que se confunde com o regime a dedicar-lhe no mesmo número três páginas formato
broadsheet, duas para a entrevista e uma para anunciar 140 milhões que vão chover nas empresas do interior e (4) esse jornal intitular-se semanário de referência.