Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
17/09/2009
A doença do cão cura-se com o pêlo do próprio cão, d’après Monsieur Jamais Lino
Vamos ver se percebi. Os 35% que não são cobertos pelos proveitos gerados pelo investimento nem pelos donativos comunitários vêm de onde? Do Estado português, diz o engenheiro Lino. E de onde vêm o dinheiro do Estado português? Costuma ser da dívida e depois dos impostos ou dos impostos e depois da dívida.
ESTADO DE SÍTIO: a máquina socialista em movimento
O quid está nos armários socialistas cheios de esqueletos que MMG vasculhava.
DIÁRIO DE BORDO: Erupções vistas do espaço (2)
Vulcão Etna na Sicília. Tem meio milhão de anos e é talvez o mais antigo em actividade. (Fonte: Wired)
16/09/2009
A crise que o governo socialista empurrou para debaixo do tapete está de volta
Pior a emenda que o soneto – a visão de J. Rogers sobre a génese da crise e a medicina que está a ser usada para a tratar
Muito se fala que a crise foi a mais severa desde a Depressão dos anos 30. O senhor corrobora essa avaliação?
Para muitos países, foi, sem dúvida. Os Estados Unidos e a Inglaterra sofrerão por muitos anos ainda os efeitos da crise. Não ficarei surpreso se a economia americana tiver uma década perdida. Como muitos pareciam imaginar, no fim das contas os Estados Unidos mostraram que não são uma terra encantada, onde nada de ruim pode acontecer. O país enfrentará, sim, desafios sérios, como já enfrentou no passado. A recessão poderá até se prolongar se o governo americano continuar a cometer erro atrás de erro.
Que erros foram esses?
O maior equívoco foi o fato de o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) e o Tesouro dos Estados Unidos não terem permitido, na última década, que nenhuma grande instituição financeira fosse à lona. Toda vez que alguém se via às voltas com alguma encrenca, chamava logo o Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, e dizia: "Salve-me, salve-me, salve-me!". O governo abraçava a causa e salvava a empresa. Para isso era necessário imprimir mais dinheiro. O Fed e o Tesouro fizeram isso diversas vezes. Por isso são os maiores culpados pela enrascada. Eles sinalizaram que não havia risco, pois sempre correriam ao resgate dos incautos. Em 1998, o Long Term Capital Management (LTCM) enfiou os pés pelas mãos e chegou à beira da falência. Era uma grande empresa de investimentos vitimada por apostas que pareciam espetaculares! Até que sobreveio a moratória russa. O Fed e o Tesouro deveriam ter deixado o LTCM afundar. Teria sido uma lição para todos, e hoje, como resultado dela, o Lehman Brothers (banco de investimentos que faliu em Setembro passado) ainda estaria no negócio e o Bear Stearns (outro falido) também.
Mas não havia o risco de recessão?
Não. O risco maior foi sinalizar para o mercado que eles estavam atuando sob proteção. Isso explica por que muita gente boa assumiu riscos que acabam mais tarde envenenando as instituições financeiras. Em um mercado sem risco os mecanismos de depuração do capitalismo deixam de funcionar e os incompetentes são premiados com a permissão de continuar no jogo quando deveriam ter sido banidos. Aliás, o Fed deveria ter varrido os incompetentes logo depois do estouro da bolha da internet, no ano 2000. Ali também, a pretexto de evitarem a recessão, as autoridades foram frouxas e acabaram permitindo a formação de uma bolha de consumo nos Estados Unidos que insuflou outra bolha especulativa, a do mercado imobiliário. Repetindo, os problemas começaram mesmo depois que o governo americano e seu banco central impediram a falência de quem de outra forma, estaria fora do jogo, sem condições de cometer mais erro! Agora, todos nós vamos pagar por isso durante um bom tempo.
Que efeitos tiveram as ações de emergência da equipe económica de Barack Obama?
O Geithner (Timothy Geithner, secretário do Tesouro) está "por aí" há duas décadas, e veja tudo que já fez. Ele cometeu muitos erros, Esteve envolvido na crise asiática, no fim dos anos 90, quando trabalhava na divisão de assuntos internacionais do Tesouro. Ele ajudou a agravar a crise asiática! Nos últimos anos, antes de ser indicado para dirigir o Tesouro, Geithner havia sido o presidente do Federal Reserve de Nova York, órgão ao qual cabia justamente a supervisão das atividades de Wall Street e dos bancos. Quando esses bancos começaram a apresentar problemas, ele ajudou a resgatá-los, em vez de deixá-los quebrar. Se fosse dar uma nota, diria que Geithner é pior que zero! E o que dizer do Summers (Lawrence Summers, conselheiro económico de Obama)? Foi ele que ajudou a arquitetar o plano de resgate do LTCM em 1998, quando estava no Tesouro, durante o governo de Bill Clinton. Como vimos, isso foi um divisor de águas na história das finanças. Ele marcou o início da era da leniência com os gestores incompetentes e imprudentes. Esses senhores têm agido assim por anos a fio. Eles conseguem estar sempre errados.
Mas alguma coisa certa eles fizeram, pois o risco de falência sistêmica foi afastado, não?
Nós estamos ainda em uma situação de risco sistêmico! O risco vai estar conosco enquanto os bancos forem vistos como instituições grandes demais para que possam ser deixadas à própria sorte quando se metem em encrencas. Durante séculos, sempre foi normal bancos irem à bancarrota. Isso nunca foi o fim do mundo. O correto é deixar meia dúzia de pessoas se arruinar justamente para que outros indivíduos mais competentes apareçam, assumam os ativos bons e comecem tudo de novo. Isso é o capitalismo. Os grupos que tiram do bolso a carta da iminência do risco sistêmico estão apenas dramatizando a situação para tentar conseguir algum tipo de ajuda salvadora. São eles que clamam aos governos: "Salvem-nos, salvem-nos, salvem-nos! Se não fizerem isso, o mundo vai acabar!". É compreensível que ajam assim, porque só o que querem é ser salvos. Qual seria a melhor maneira de agir? Veja o caso dos bilhões de dólares destinados ao resgate de bancos. Se o governo tivesse ajudado apenas os competentes, o resultado teria sido muito melhor. Mas vêm sendo usados recursos para tentar revigorar ativos de má qualidade. Essa ideia mostra que o governo americano atingiu o pico da insanidade. Isso significa enfiar dinheiro pelo buraco! Quanto mais capital for torrado com ativos ruins, menos recursos sobrarão para ser investidos em coisas que realmente contam. A duração dos efeitos danosos da crise é diretamente proporcional aos valores desperdiçados.
Muitos analistas justificam o salvamento dos bancos com base na grande lição deixada pela crise dos anos 30 - a de que agir rápido é fundamental…
Os governos hoje têm sido, de fato, mais rápidos. Mas o problema é que continuam agindo errado. No passado recente, viu-se uma correria para tomar decisões que culminaram em planos de resgate e outros tipos de intervenção. Não raro, passado certo período, muita coisa era refeita. Em algumas situações, gostaria até que eles fossem mais lentos. Assim, levariam mais tempo para agir e, quem sabe, não cometeriam tantos erros e tão rapidamente. Mesmo na década de 30, o país não precisava ter passado por uma retração tão acentuada. Assim como hoje, o problema não foi se o socorro veio cedo ou tarde. O que levou à Grande Depressão foi o fato de os governantes terem cometido erros terríveis. Então, os bons números atuais não podem ser vistos como garantia de que a economia americana está efetivamente se recuperando? Tivemos dez ou quinze anos dos piores excessos já vistos no mercado de crédito - não só da história americana, mas de todo o mundo. Quando se vive um exagero gigantesco como esse, alguém tem de pagar o preço. Não se pode simplesmente acordar de manhã e dizer: "Está tudo bem agora. Vamos esquecer o que foi feito nos últimos quinze anos". É inevitável que os Estados Unidos tenham de sofrer. O grande problema da economia americana é que o consumo e o endividamento inflaram demais. Agora, na tentativa de reverter esse problema, optou-se por mais dívidas, mais consumo e mais empréstimos. É insano imaginar que uma distorção possa se resolver com mais daquilo que foi sua causa original. Os americanos precisam reduzir dramaticamente seu ritmo de consumo, ampliar significativamente sua taxa de poupança e começar tudo de novo. Não estou sugerindo que esse é um processo prazeroso. Mas é o que tem de ser feito.
(*) Co-criador com George Soros do Quantum, o fundo de investimento com maior rentabilidade em toda a história.
15/09/2009
BLOGARIDADES: cada um tem os seguidores que merece
Lêem-se os comentários dos prosélitos de José Sócrates semeados nos posts dos blogues inimigos e não se acredita. Eis dois exemplos dos muitos citados no Blasfémias:Diz-me lá ó palonço de merda, se o Sócrates é o chefe, o que é a puta da Velha ?
… No dia 27 tou lá às 8 da manhã a votar no Sócrates, cabrão de merda
Serão exemplos de práticas que o querido líder classificaria de liberdade respeitosa?
14/09/2009
Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (34) yes, they can
As coisas de facto mudam. Nem sempre pelas melhores razões. Mais de um milhão de americanos votaram com os pés o Obamacare (reconheça-se que, possivelmente na maioria dos casos, por más razões). Tivesse sido a manifestação nos tempos do texano tóxico, qualquer que fosse o motivo, o bando do politicamente correcto europeu teria estremecido de excitada solidariedade. Agora não se lhe ouve um pio.
13/09/2009
DIÁRIO DE BORDO: ela não é ele e isso é importante
Leon Trotsky reencarnou como Francisco Louçã
Faltou tirar as consequências: a maneira de acabar com os despedimentos é acabar com as empresas. Leon Trotsky foi morto com a picareta de Estaline, e reencarnou como picareta falante no tele-evangelista.
12/09/2009
DIÁRIO DE BORDO: Erupções vistas do espaço (1)
Vulcão Kliuchevskoi na península Kamchatka, visto do space shuttle Endeavour in 1994. (Fonte: Wired)
Os salários de miséria são altos de mais
Um país assim onde no ano passado «com a economia estagnada e a produtividade a cair, os salários aumentaram 3,4%». Um país assim, com um governo a quem Daniel Amaral presta frequentemente lip service (discreto, acrescente-se em seu abono), que no seu programa passa ao lado das políticas que poderiam atacar a raiz do problema.
11/09/2009
ESTÓRIAS E MORAIS: pôs a boca no trombone depois de a orquestra ter arrumado os instrumentos
Pelo que se sabe a respeito do Millenium bcp, a administração de Jardim Gonçalves, que incluiu desde sempre Filipe Pinhal, ontem entrevistado pelo Jornal de Negócios, esteve envolvida até ao pescoço em inúmeras trapalhadas. Esquecendo as trapalhadas, se a administração fosse avaliada apenas pela destruição de valor para os accionistas isso chegaria para justificar a sua demissão em bloco lá por alturas do 2º ou 3.º mandato.
Durante estes anos o que fez Filipe Pinhal? Não se sabe bem. O que se ficou a saber pela sua boca foi o que outros terão feito no final desses anos. Cilada da concorrência (BES, olaré!), cabalas, manipulação da opinião pública, assalto ao poder, traições várias dos accionistas, tudo devidamente facilitado pelos homens de mão do governo. Muito provavelmente a maior parte disto poderá ter acontecido, à sombra da promiscuidade entre poderes económicos e políticos, maleita congénita neste cantinho esquecido da Europa, da qual maleita a administração a que pertenceu Filipe Pinhal beneficiou alegre e abundantemente sem um queixume durante um quarto de século.
Moral
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
Nota:
Os links acima são todos para uma pequena parte de quase uma centena de posts que o (Im)pertinências dedicou ao Millenium bcp ao longo de quase 6 anos, para compensar a distracção do ministro anexo em comissão de serviço no BdeP, também ex-secretário-geral do PS e ex-administrador de bancos. Conflito de interesses? Qual conflito de interesses?
10/09/2009
Depois admirem-se
Seria, portanto, uma boa ideia as políticas propostas pelos partidos com alguma hipótese de virem a ser poder terem em conta os factores de competitividade do Global Competitiveness Report preparado pelo World Economic Forum. Ontem foi divulgado o relatório 2009-2010, mas se os partidos trabalhassem com base no relatório do ano passado chegariam às mesmas conclusões.
Vejam-se os factores mais problemáticos para os negócios e procurem-se nos programas dos partidos do poder as correspondentes políticas e medidas para os superar.
Em vão.
Veja-se de seguida a posição de Portugal em cada um dos indicadores do Índice de Competitividade Global. A verde estão assinalados aqueles indicadores onde Portugal está posicionado no 1.º decil e a vermelho aqueles em que Portugal está classificado no último quartil.
O indicador qualidade das estradas onde Portugal está em 9.º lugar é daqueles que mais parece preocupar vários partidos, em especial o partido do governo. Ao contrário, procuram-se em vão políticas ou medidas para atacar as áreas mais críticas, nomeadamente no que respeita ao primeiro e ao sétimo pilares, Instituições e Eficiência do mercado de trabalho.
Depois admirem-se.
09/09/2009
ARTIGO DEFUNTO: quando o «menos» relevante não é o que se gasta mas o «menos» que se obtém
«Portugal gasta menos do que a média dos 30 países da OCDE em educação. As conclusões são do estudo Education at a Glance, publicado hoje.» (Diário Económico, uma publicação da Ongoing)
Os «menos» que interessam
O menos da tabuada e os outros menos.
Estado empreendedor - (3) Qimonda Solar

«Um grupo de investidores, liderado pelo InovCapital, comprou esta sexta-feira a Qimonda Solar, num investimento que ascende a 150 milhões de euros e permitirá, numa primeira fase, criar 400 postos de trabalho directos.»
07-09-2009
«Consórcio salvador já foi desmantelado. Falhou o projecto para salvar a Qimonda Solar.»
NOTA: O consórcio salvador desmantelado incluia os bancos do poder socialista: BES, BCP, Caixa Geral de Depósitos
08/09/2009
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: e porque não?
«Para que servem os exames nacionais? Fantochada estatística. Porque não se utilizam os exames nacionais para aferir dos conhecimentos transmitidos ao aluno e consequentemente para avaliar a os professores e as escolas? Se os resultados aferidos são positivos numa determinada turma, ou escola, é óbvio que o mérito é mútuo, entre aluno e professor.»Três afonsos, pelo menos, devem ser atribuídos a José Saramago por tão inesperadas perguntas, as quais simultaneamente mostram que se pode encontrar alguma esperança até nos casos mais desesperados.
Eu gostava de acreditar
Dando de barato a justeza da maioria dessas críticas, seria de supor que IP avaliaria do alto do mesmo elevado padrão ético o governo mais manipulador e o político mais mentiroso, de vida pessoal plena de expedientes, manipulador, sem escrúpulos e de ética mais duvidosa desde a 1.ª República. Desenganem-se. IP termina o seu artigo com este parágrafo assombroso:
«Quanto a esse pressuposto ético fundamental que consiste no respeito pela liberdade individual, não há confusão possível entre as propostas de Manuela Ferreira Leite e José Sócrates. Trata-se de escolher entre o paternalismo e a autodeterminação. Apenas e só isto.»Eu gostava de acreditar que esta coisa vergonhosa que IP escreve resulta apenas de discernimento limitado e não tem nada a ver com o facto de ter sido bafejada com a tença da direcção da Casa Fernando Pessoa.
07/09/2009
ESTADO DE SÍTIO: as auto-estradas mexicanas do governo socialista (2)
Enquanto o governo mexicano se congratulava por ter reduzido em apenas 1/3 o número de faixas para melhorar a segurança e tê-lo aumentado posteriormente em 50% para melhorar o tráfego, o governo português foi mais longe e congratulou-se por ter reduzido o IVA de um por cento (de 21% para 20%) depois de o ter aumentado de dois por cento (de 19% para 21%).
06/09/2009
ESTADO DE SÍTIO: as notícias da equivalência entre o cancelamento do Jornal Nacional de Sexta da TVI e o «saneamento» do professor Marcelo são grandemente exageradas
Durante um almoço entre um professor universitário e político e um presidente dum grupo de média, no qual o primeiro fazia o papel de comentador, ambos pertencentes ao círculo das 200 famílias (193 alfacinhas, meia dúzia do Porto e uma de Marco de Canavezes) que constituem la crème de la crème da nação, com uma elevada taxa de inbreeding, os dois ligados por laços parentais (a namorada de um é irmão da mulher do outro), durante o almoço, dizia eu, o presidente pede ao comentador para «"repensar" o conteúdo dos seus comentários dominicais». Este considera-se pressionado e, após a sobremesa, conclui: «Só vejo uma solução, eu saio.» [ver por exemplo o DN]
Esta estória foi contada pelo comentador à AACS, após 3 semanas de intenso circo mediático, numa sessão que, por coincidência, foi aberta aos média e amplamente divulgada pelas televisões.
No dia seguinte um empregado (Pedro Pinto) do presidente do grupo de média, durante uma entrevista na televisão do grupo pergunta insolentemente ao seu patrão a propósito das declarações dele e do comentador: «há aqui duas versões de uma mesma conversa entre duas pessoas. Alguém está a mentir. Não acha Eng. Paes do Amaral?».
Se o professor Marcelo é uma vítima de pressões e de limitação da sua liberdade de expressão, então eu sou a Tatiana Romanova e vou ali e já venho. Quando voltar vou propor ao doutor Sampaio que receba em audiência o jornalista Pedro Pinto, lhe atribua a Ordem de Santiago e, no próximo 10 de Junho, o declare herói da pátria por feitos na guerra contra o patronato pela defesa da liberdade de expressão.
ESTADO DE SÍTIO: as auto-estradas mexicanas do governo socialista
A estória é a de uma auto-estrada que o governo mexicano teria inaugurado com pompa e circunstância pelo facto de dispor de 3 estreitíssimas faixas. As faixas, de tão estreitas, originaram inúmeros acidentes, forçando o governo passado pouco tempo a reduzi-las para duas, com o argumento que da redução de pouco mais de trinta por cento do número de faixas resultaria um maior acréscimo de segurança. Talvez o resultado tivesse sido mais segurança, mas o que resultou, sem margem para dúvidas, foram enormes engarrafamentos que levaram o governo a voltar ao número original de faixas anunciando entusiasticamente que o número de faixas iria ser aumentado de cinquenta por cento.
05/09/2009
CASE STUDY: chamou o lobo mau à casa dos porquinhos
[O CRESCIMENTO DO BLOCO - UM PRODUTO DE JOSÉ SÓCRATES no Abrupto]
Com uma família assim
04/09/2009
03/09/2009
Mais uma cabala torpe contra o querido líder
Diz a oposição que o governo está por trás das ordens que a administração da TVI deu para cancelar o Jornal Nacional de Sexta em que a transvestida jornalista Manuela Moura Guedes apresentaria mais uma execrável pseudo-reportagem sobre o caso Freeport. Nada mais falso, diz o doutor Goebbles Santos Silva. Quem eles julgam que é o nosso coronel Hugo Chávez engenheiro José Sócrates?
02/09/2009
01/09/2009
DIÁRIO DE BORDO: a propósito ...
Why the Peaceful Majority is Irrelevant
I used to know a man whose family were German aristocracy prior to World War II. They owned a number of large industries and estates. I asked him how many German people were true Nazis, and the answer he gave has stuck with me and guided my attitude toward fanaticism ever since.
“Very few people were true Nazis,” he said, “but many enjoyed the return of German pride, and many more were too busy to care. I was one of those who just thought the Nazis were a bunch of fools. So, the majority just sat back and let it all happen. Then, before we knew it, they owned us, and we had lost control, and the end of the world had come. My family lost everything. I ended up in a concentration camp and the Allies destroyed my factories.”
We are told again and again by experts and talking heads that Islam is the religion of peace, and that the vast majority of Muslims just want to live in peace. Although this unquantified assertion may be true, it is entirely irrelevant. It is meaningless fluff, meant to make us feel better, and meant to somehow diminish the specter of fanatics rampaging across the globe in the name of Islam.
The fact is that the fanatics rule Islam at this moment in history. It is the fanatics who march. It is the fanatics who wage any one of 50 shooting wars world wide. It is the fanatics who systematically slaughter Christian or tribal groups throughout Africa and are gradually taking over the entire continent in an Islamic wave. It is the fanatics who bomb, behead, murder, or execute honor killings. It is the fanatics who take over mosque after mosque. It is the fanatics who zealously spread the stoning and hanging of rape victims and homosexuals. The hard, quantifiable fact is that the “peaceful majority” is the “silent majority,” and it is cowed and extraneous.
Communist Russia was comprised of Russians who just wanted to live in peace, yet the Russian Communists were responsible for the murder of about 20 million people. The peaceful majority were irrelevant. China’s huge population was peaceful as well, but Chinese Communists managed to kill a staggering 70 million people. The average Japanese individual prior to World War II was not a war-mongering sadist. Yet, Japan murdered and slaughtered its way across Southeast Asia in an orgy of killing that included the systematic murder of 12 million Chinese civilians - most killed by sword, shovel and bayonet. And who can forget Rwanda, which collapsed into butchery? Could it not be said that the majority of Rwandans were “peace loving”?
History lessons are often incredibly simple and blunt; yet, for all our powers of reason, we often miss the most basic and uncomplicated of points. Peace-loving Muslims have been made irrelevant by the fanatics. Peace-loving Muslims have been made irrelevant by their silence. Peace-loving Muslims will become our enemy if they don’t speak up, because, like my friend from Germany, they will awaken one day and find that the fanatics own them, and the end of their world will have begun.
Peace-loving Germans, Japanese, Chinese, Russians, Rwandans, Bosnians, Afghanis, Iraqis, Palestinians, Somalis, Nigerians, Algerians and many others, have died because the peaceful majority did not speak up until it was too late. As for us, watching it all unfold, we must pay attention to the only group that counts: the fanatics who threaten our way of life.
31/08/2009
30/08/2009
CASE STUDY: quem é o deus ex machina da Ongoing? (2)
Entre 2006 e 2008, o BES financiou 187 milhões, mas foi o Millenium bcp que entrou com a fatia de leão - 387 milhões. A Ongoing tinha no ano passado um passivo superior a 830 milhões, dos quais 800 milhões dívidas à banca – além do BES e do Millenium bcp há mais bancos (pelo menos o Crédit Suisse, com a maior parte) a quem a Ongoing deve mais de 200 milhões. Mais de 70% do passivo de 800 milhões é de curto prazo.
Como explicar que uma banca tão prudente na gestão do risco de crédito, que chora cada tostão que empresta a uma PME, aposta 800 milhões num SPV (*) tão sólido como ar rarefeito?
(*) Special Purpose Vehicle. Isto sou eu a brincar com as palavras. Neste caso, o Special Purpose é precisamente o mistério a desvendar: o propósito do deus ex machina da Ongoing.
29/08/2009
CASE STUDY: quem é o deus ex machina da Ongoing?
Este segundo mistério perdeu relevância deste ontem, com o editorial do arquitecto Saraiva no Sol precisamente sobre este tema o qual coloca algumas das perguntas que toda a gente deveria andar a fazer. Passemos em revista algumas delas.
Donde vem o dinheiro da Ongoing para comprar 7% da PT, uma pechincha de 500 milhões, para pagar 30 milhões pelo Diário Económico, e se propor pagar 100 milhões pela TVI? Sem esquecer que ainda pretende comprar uma participação de controlo na Imprensa de Balsemão, holding da SIC. Não vem de Nuno Vasconcelos, que não tem activos para isso. Vem do Millenium bcp, o banco do governo, e do BES, cada vez mais os banqueiros do socialismo pós-moderno. Ao todo serão 600 milhões de euros parqueados por estes dois bancos na Ongoing.
Porque estão disponíveis o Millenium bcp e o BES para emprestarem 600 milhões a uma empresa que pretende vir a ter o seu core business nos media, um sector de alto risco?
Como conseguirá pagar a Ongoing 600 milhões de empréstimo com uma carteira de investimentos cujos rendimentos nem para pagar os juros chegam?
E, last but not least, quem é o deus ex machina da Ongoing?
28/08/2009
Lost in translation (7) – se o governo tivesse tomado medidas à séria, estaríamos à cabeça do pelotão
A receita é simples: se decrescemos menos do que os outros, são as medidas do governo; se crescemos menos do que os outros, como é costume, é a crise. É extraordinário o que o contágio fez dum homem, que parecia sensato, digno de crédito e com a sebenta da macroeconomia decorada, um sujeito trapalhão, cheio de truques, sempre a vender o produto estragado do querido líder.
27/08/2009
Lost in translation (6) se Deus escreve direito por linhas tortas, o jornalista escreve torto por linhas direitas
«Se Deus escreve direito por linhas tortas, a economia portuguesa deve estar sob alçada divina. No meio da maior recessão desde a II Guerra Mundial, Portugal fez aquilo que não conseguia desde 2001: um desempenho económico superior ao da zona euro, aproximando-se dos parceiros europeus.»Como aqui se lembrou, «é aconselhável olhar para os números do INE e, antes de deitar foguetes convém ter em conta que o crescimento de 0,3% é em cadeia relativamente ao trimestre anterior em que o PIB caiu 1,6%, e convém igualmente olhar para a queda homóloga de 3,7% prevista nas estimativas rápidas.»
Se isto é jornalismo económico, então os jornalistas económicos são oráculos a anunciar o princípio das vacas gordas no auge da era das vacas magras.
26/08/2009
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: uma opinião do tele-evangelista a ter em conta
A ética socrática é o estádio superior da ética republicana do socialismo histórico (2)
Para compensar o insucesso dos hackers ao serviço do querido líder, publico a imagem do portentoso rabo da mandatária com as minhas sinceras homenagens.
25/08/2009
Estado empreendedor - (2) AGNI
24/08/2009
Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (33) cada vez menos, cada vez mais
[Fonte: Daily Presidential Tracking Poll, Rasmussen Reports]
23/08/2009
22/08/2009
21/08/2009
20/08/2009
BREIQUINGUE NIUZ: coisas difíceis de compreender
19/08/2009
Lost in translation (5) «disparates de verão»
Há várias respostas possíveis. A que melhor se adequa à sua difícil convivência com a verdade, à ausência de escrúpulos que tem demonstrado e aos apparatchiks que o rodeiam, é que José Sócrates no mínimo sabe que as escutas estão a ser feitas e no máximo ordenou-as.
18/08/2009
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: a economia não depende dos palhaços que vão à televisão falar de economia
Surpreendentemente, pelo menos para quem está habituado a governos especializados em apresentar o fim da crise todos os meses e a convencer-nos do seu poder miraculoso para promover o crescimento económico, a ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, manifestou-se muito surpreendida com o aumento de 0,3% do PIB em relação ao 1.º trimestre, como quem se interroga que é que nós fizemos para merecer isto? Segundo o Wall Street Journal, essa insólita humildade fica a dever-se às décadas que Madame Lagarde trabalhou no sector privado, que lhe proporcionaram uma visão privilegiada sobre o funcionamento da economia, em relação às criaturas que fizeram a sua vida nos jotas ou nas torres de marfim universitárias ou, in extremis, terminando licenciaturas em agitados fins-de-semana.
Para usar as palavras do WSJ, «at a time when politicians around the world are desperate for any sign of a turnaround, it's refreshing to hear the minister responsible for France's economy speak the truth about growth. It is the product of literally millions of decisions made by millions of people about what to produce, buy and sell. Politicians can influence all that decision making, especially by increasing or decreasing the incentives to produce, work and innovate. But they can't control today's multi-trillion-dollar economies, no matter how much they'd like to take credit for doing so when things start looking better.»
Aqui ficam 3 afonsos para Madame Lagarde por perceber que «a economia depende dos dez milhões de portugueses (ou dos 65 milhões de franceses) e não dos duzentos palhaços que vão à televisão falar de economia», como um dia disse João César das Neves.
17/08/2009
Socialismos-irmãos
Qual é o país qual é ele, assim descrito pela Economist?
16/08/2009
Pequena e média corrupção
Supondo que a média se mantém, para a modernização do total de 205 escolas previstas a Parque Escolar irá gastar só nos projectos uma módica verba superior a 40 milhões de euros. Para as obras estão previstos 2,5 mil milhões de euros ou mais de 12 milhões de euros por escola. Considerando o rácio médio de derrapagem de 100% das obras públicas, facilmente o valor total ultrapassará 5 mil milhões de euros ou 3% do PIB.
Diferentemente das grandes obras públicas que gratificam um pequeno número de grandes empreiteiros este é um dos negócios do socialismo português do século XXI que, permitirá distribuir gratificações por umas centenas de micro empresas e PME. Ao lado da grande corrupção das grandes obras públicas teremos (estamos a ter) a pequena e média corrupção.
«Em Portugal rouba-se muito. O País não tem dimensão para se roubar tanto» disse Ferraz da Costa.
DIÁRIO DE BORDO: Mudam-se os tempos, permanece Maslow

15/08/2009
Lost in translation (4) – quando o princípio do fim da crise do grande líder é a continuação da mesma crise doméstica sem a crise internacional
Pelo sim, pelo não, é aconselhável olhar para os números do INE e, antes de deitar foguetes convém ter em conta que o crescimento de 0,3% é em cadeia relativamente ao trimestre anterior em que o PIB caiu 1,6%, e convém igualmente olhar para a queda homóloga de 3,7% prevista nas estimativas rápidas.
A derrapagem anunciada depois de a obra acabar
Voltamos a falar daqui a oito anos.
14/08/2009
E se de repente um tribunal numa cidade obscura fizesse um rombo no tratado de Lisboa?
Não está, portanto, garantido que o tribunal constitucional alemão aprove a provável ratificação pelo parlamento que está prevista ter lugar antes do referendo irlandês em 2 de Outubro.
13/08/2009
ESTADO DE SÍTIO: igualdade de oportunidades
Com a mesma falta de pudor com que diz isto, John Romão revela em palco quanto recebeu para fazer a peça: 10 mil euros da Direcção-Geral das Artes, 3 mil do Citemor e 7 mil do Teatro La Laboral de Gijón, Espanha (onde a peça vai ser apresentada em Dezembro). E cada prostituto (dois homossexuais, um é heterossexual) recebeu 1500 euros para ser actor. "Quero falar de dinheiro e arte, tal como se fala de dinheiro e putas. Recuso o tabu cristão do dinheiro", explica o autor e encenador da peça.»
Acabou a discriminação. No teatro independente, os prostitutos, invertidos ou não, tal como os outros artistas, «sentam-se à sombra dos subsídios do Estado».
12/08/2009
A derrapagem anunciada antes da obra começar (2)
O desinteresse nacional pelo conflito de interesses (2) – não basta a mulher de César parecer séria (e não parece)
Num país onde o bastonário dos médicos aceita com a maior naturalidade exercer um cargo de administração num fornecedor da Ordem, e, diga-se por amor à verdade, o escândalo não foi por ter aceite o cargo mas por ter aceite as mordomias inerentes ao cargo, não espanta que entre dois advogados do mesmo escritório um represente os vencedores de concursos públicos para a abertura de farmácias em hospitais públicos e outro a faça a assessoria ao ministério da Saúde.O que espanta é o doutor Júdice, um dos advogados do regime com mais conflitos de interesses na sua sociedade num ano do que os pobres coitados em toda a vida, tenha filosofado a propósito «os advogados são como a mulher de César, não basta serem sérios, têm que parecê-lo».
11/08/2009
ARTIGO DEFUNTO: o Jornal de Notícias é o Izvestia de Sócrates
Eu gostava de saber qual é a explicação do Jornal de Notícias para a irremediável contradição entre aceitar o diktat (*) da ERC (que parece ter herdado os lápis azuis do salazarismo), «afastando alguns dos seus colaboradores que eram candidatos em eleições (e que protestaram contra esse afastamento) ... [e o] tratamento excepcional ao candidato do PS José Sócrates, publicando um artigo seu com grande destaque na primeira página» (Abrupto).(*) Diktat – noun, an order or decree imposed by someone in power without popular consent. 1930s: from Ger. [© Oxford University Press, 2004]
ESTADO DE SÍTIO: a derradeira ejaculação do parlamento
Só leis de «elevação» foram inúmeras. De povoados a vilas: Prior Velho, Senhora Aparecida, Arões, Ancede, Bensafrim, Vilarinho, Guifões, Soza, Madalena, Tavarede, Lordelo, Montelavar, Valongo do Vouga, Olival, Casal de Cambra, Soajo, Castro Laboreiro, A dos Francos, Foz do Arelho, Lavos, Marinha das Ondas, São Pedro. De vilas a cidades: Valença, S. Pedro do Sul, Samora Correia, Senhora da Hora, Borba.
No final deste processo elevatório teremos um país só com cidades – uma espécie de processo de Bolonha aplicado ao urbanismo. Será então altura do parlamento constituir uma comissão para estudar a criação de novos grau na hierarquia urbana. Algumas ideias: super-cidades, hiper-cidades, mega-cidades.
10/08/2009
Outros obamas de Obama fazem felizes os obamófobos: episódio (2) O texano tóxico não faria melhor
O texano tóxico não faria melhor.
09/08/2009
PUBLIC SERVICE: Obama's Kerenskyism, Honduras and the Chavist Abyss
Just like President Eduardo Frei Montalva passed to history as the Chilean Kerensky for paving the road to socialist Allende, president Obama is at risk of passing to history as the Americas' Kerensky if pushing Honduras into the Chavist abyss
By Armando Valladares, July 21, 2009, 10:50 AM
When Honduras' president Zelaya was deposed from power by order of the Supreme Court of that country, and with the majority support by the congress, Honduras was fast moving toward a Chavist dictatorship, crossing over the constitution and the laws. In addition to Honduras highest judicial body, the most prominent political and religious representatives of that country were warning about the Chavist risk.
However, nor president Obama, nor OAS's General secretary, Chilean socialist Insulza; nor the "moderate" president of Brazil, Lula da Silva; not even -- as far as we know -- any other Latin-American president said a word about the event. Self-determination was alleged, as well as the need for a dialogue, respect for internal political processes, etc.
All of those political players had the chance to intercede in behalf of Honduras, and although those opportunities are surely very recent, all of them preferred to wash their hands, as Pilate. I would like to point out two recent chances.
First, the Trinidad and Tobago Summit of the Americas, close to Honduras, where president Obama, with his neo-kerenskist style, was all smiles with dictator-president Chávez, flirted with Zelaya himself and with other indigenous-populist presidents, such as Equator's Correa and Bolivian Morales, praised "moderate" Lula and announced he was willing to dialog and establish "a new beginning" with the bloody Castro dictatorship.
Second, at the OAS General Assembly, that through a history irony was held in Honduras, with the approval of the Obama government, the Castro dictatorship was acquitted and the doors were opened for the country to return to the international body.
Under their own noses and before their own eyes, the chancellors of the governments of the Americas could feel and see the grave internal Honduras situation, but all of them would rather wash their hands, like Pilate did.
It was when Zelaya was taken from power, ordered by the Supreme Court and based on constitutional precepts that impede a president to be re-elected, that their vestments were torn off and one of the greatest joint clamors of both leftists and "useful moderates" of contemporary history cried out, with a true fury against a small country that decided to resist to those pressures. A small country that became gigantic spiritually, inspired by Saint Paul's expression, with expectations "against all human hopes", but expecting all from the Providence and recalling the biblical character of David against Goliath, for those who care for the Honduran drama.
At the moment when I am writing these lines, deposed president Zelaya threatens to return to Honduras where, according to that country's Cardinal warning, he will be responsible for any brother-to-brother bloodshed that may occur. In view of the Honduran resistance, even dictator-president Chávez looks at president Obama and hopes he breaks the Honduran resistance against the country's Chavism. Also when I am writing these very lines, news are spread that secretary of state Hillary Clinton has just called the interim president of Honduras, and there are versions that she has given him a sort of ultimatum. It is the same secretary Clinton that in Honduras, at the recent OAS meeting, approved the acquittal of the bloody Castro dictatorship; the very secretary of state that, along with president Obama, is open for a dialog with the pro-terrorist Iranian government; opens her arms to the Cuban communists; meets and smiles with dictator-president Chávez; and shuts the door to the civil Honduran delegation that went to Washington simply to explain their version of the facts. There are two weights and two measures of an injustice, hypocrisy and arbitrariness that clamor to heavens.
As it has already been recalled, the Honduras' Cardinal warned deposed president Zelaya that he will be liable for the bloodshed that may take place should he force his way into his country.
As for myself, while being ex-political Cuban prisoner for 22 years in Castro's jails, in my condition of US ambassador with the United Nations Commission on Human Rights for several years and as a simple citizen of the Americas, I'm sure that just like president Eduardo Frei Montalva passed to history as the Chilean Kerensky for paving the road for socialist Allende, president Obama runs the risk of passing to History as the Americas' Kerensky if he helps to keep on pushing Honduras toward the Chavist abyss.
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Armando Valladares, former Cuban political prisoner, was the US ambassador with the United Nations Commission on Human Rights, in Geneva, during the Reagan and Bush governments. He has just been granted an important journalism award, in Rome, for his articles in behalf of freedom in Cuba and everywhere else in the world. E-mails to: armandovalladares2006 @ yahoo.es.
07/08/2009
CASE STUDY: coitus non interruptus
Desta vez, é a descoberta do coito vaginal, de preferência sem preservativo, permitindo «a troca de secreções entre os dois sexos, por conterem agentes antidepressivos, e uma maior intimidade», contribuir para aliviar os «problemas mentais» os quais, devido à ausência, por definição, dessa prática, afligem com mais frequência os homossexuais. Por isso, os de entre eles mais possuídos por «problemas mentais» vêm sempre que podem fazer tristes figuras para a rua abanar as perucas e as pelancas.
Consigo imaginar sem esforço os guinchos da tribo LBGT, protestando homofobia ou outra qualquer discriminação (para eles homofobia é discriminação). Guinchos que não se ouvem quando é publicado um qualquer estudo pseudo-científico onde, no mínimo, se pretende demonstrar que um heterossexual é um homossexual que ainda não saiu do armário e, no máximo, se pretende demonstrar a superioridade moral do paneleiro.
06/08/2009
Lost in translation (3) – quando o melhor do grande líder é do pior nos últimos 20 e tantos anos
«Está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu», disse José Sócrates um destes dias.
Já aqui se tinha desmistificado o auto-elogio do grande líder, sem grande soma de argumentos. Vou agora usar artilharia mais pesada, carregada com os obuses de Miguel Frasquilho aqui publicados.
Em 2005 o défice do OE expurgado do efeito do ciclo económico era segundo a CE de 6% do PIB. Quatro anos depois, o grande líder entregará a pasta ao seu sucessor com o défice em 6,2%. Se considerarmos o saldo primário, sem os juros da dívida pública (que durante o mandato deste governo estiveram ao nível mais baixo dos últimos 35 anos) e expurgado do efeito do ciclo económico, o melhor resultado de Sócrates, o défice de 0,9% em 2007 e 2008, é o pior resultado em todos os anos desde 1980, salvo 1981 e 1982 (governo AD), em 2000 e 2001 (governo Guterres).
05/08/2009
DIÁLOGOS DE PLUTÃO: Isaltino no balneário
Tempo: 3.ª feira de manhã.
Modo: em cuecas (as personagens), slips, boxers e fios dentais (a audiência).
Personagens: uma mão cheia de aposentados, residentes nos concelhos de Oeiras e Cascais.
- Já sabes? O Isaltino foi condenado a 7 anos?
- Vai preso?
- Não. Já recorreu.
- Então vai poder ir às eleições?
- Claro. Isto é coisa para se arrastar uns anos.
- Vai às eleições e vai ganhar!
- Pois vai. Tem feito um bom trabalho.
- Tem sim senhor. Quando se vem de Lisboa, na fronteira com Oeiras, passamos do lixo para a limpeza.
- É isso. E o mesmo quando vamos de Cascais para Lisboa. Nem era precisa a placa.
- Roubo, mas faço, dizia um gajo qualquer brasileiro. O Isaltino é igual.
- Roubar, todos roubam. Uns para eles, outros, os mais espertos, para eles e para os amigos.
- Ou para os partidos.
- Isso.
- Todos roubam, mas só alguns fazem.
ESTADO DE SÍTIO: Os amanhãs que cantam de José Sócrates (4)
04/08/2009
O (IM)PERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: a mim parece-me muito
Leio ao acaso numa carta de um correspondente estrangeiro em Cuba.
Cuba é um país agrícola, mas importa 80% dos produtos alimentares que consome.
Os frutícolas estão em vias de acabar. Desde 2004 a colheita de citrinos reduziu-se de 51% as bananas 38%, outras frutas, 29%. Um economista escreveu no Granma, jornal oficial do Partido: ...deve-se em primeiro lugar á falita de estímulo dos produtores. E a seguir ao sistema estatal que permite deixar apodrecer nos campos as frutas colhidas pelos agricultores.
Também 50% das terras cultiváveis nas mãos do Estado permaneciam sem cultivar ...
Há dois anos o presidente Castro anunciou alterações estruturais e de conceito, e reformas práticas para aumentar a produtividade. O semanário Trabajadores acaba de fazer o balanço dessas medidas: de 1.691.000 ha do Estado por cultivar, 689.697 ha foram entregues a trabalhadores agrícolas e cooperativas. Destes, apenas 1/4 está em exploração ou semeados.
Outra importante medida anunciada não foi ainda posta em prática: o trabalhador ganhará mais quanto mais produzir!!!
Para 50 anos de revolução, parece-me muito pouco.»
[Enviado por JARF]
Nos estádios do Mundial 2018 vai ser usada a engenharia financeira
Quanto ao estádio do Algarve as câmaras de Loulé e Faro já fizeram saber que não têm dinheiro. Sem embargo, o presidente da primeira espera que se encontre uma «engenharia financeira para que o Algarve não fique fora do Mundial». Ao contrário, em Braga, capitaneada pelo recordista dos processos judiciais engenheiro financeiro Mesquita Machado, está tudo preparado.
Resta-nos a esperança que os espanhóis, que têm que apresentar 10 a 12 estádios, apresentem 15 a 17 e nos subcontratem o catering.
Novo termo para o Glossário: engenharia financeira.
03/08/2009
O desinteresse nacional pelo conflito de interesses
Não se ouviram vozes pondo o dedo na questão crucial que é o conflito de interesses entre o cargo de presidente duma organização, chamemos-lhe assim, e o de administrador dum fornecedor dessa mesma organização. É uma coisa parecida com um ministro do Ambiente ter sido (que não foi) administrador da Freeport PLC.
TRIVIALIDADES: um esquerdalho de férias deve continuar membro da esquerdalhada
É por isso que o vídeo «Vá de férias mas não abandone o esquerdalho» teria irremediavelmente que ser publicado aqui no (Im)pertinências, o que se só agora se faz, tarde e a más horas, e a reboque do insurgente André Azevedo Alves (obrigado).
02/08/2009
ESTADO DE SÍTIO: a entropia da política energética do governo ou, se isto é o melhor, como será o pior?
Um pouco a contra-pêlo da reverência respeitosa que o Expresso costumava mostrar, (*) no suplemento de Economia de ontem foi publicado um interessante e relativamente objectivo artigo sobre este tema. Como se suspeitava, a realidade é substancialmente diferente do discurso governamental. A começar pela aldrabice estatística em que o governo tem sido mestre: a proporção de energia eléctrica proveniente de fontes renováveis é 27,8% e não 43,3% como se quer fazer acreditar manipulando o peso da energia hídrica.
A continuar na central fotovoltaica da Amareleja - um enorme investimento numa tecnologia totalmente importada e ultrapassada, com um peso irrelevante na produção de electricidade fortemente subsidiada (a energia desta fonte é paga a mais do triplo do preço da energia eólica).
A energia hídrica é, apesar de tudo, o sector onde o governo tem sido sofrível, com 8 das 10 barragens do plano adjudicadas. Mesmo neste sector comme si, comme ça, não avançaram as mini-hídricas, uma produção descentralizada, com tecnologia barata e reduzido impacto ambiental. A explicação pode ser o relativo pouco interesse dos grandes empreiteiros por este tipo de obras.
A manipulação mediática atinge proporções homéricas na apropriação das inaugurações das centrais eólicas. Dos 2.200 MW de capacidade inaugurados pelo grande líder, que se enfeita com os louros que pertencem a outros, apenas menos de 3% (60 MW) correspondem a projectos deste governo. Os restantes 97% foram lançados por governos anteriores.
A biomassa é um flop quase completo. Das 15 centrais anunciadas só duas estão adjudicadas e uma em construção. Flop completo é o projecto Pelamis de energia das ondas cujo equipamento depois de 3 meses de funcionamento jaz no porto de Leixões. Outro flop é a microgeração em que a aprovação de candidaturas anda mais devagar do que os tribunais (o que não é fácil).
Em conclusão, quando se ignora a estridência mediática, se está atento à manipulação dos dados e dos factos as realizações do governo em energias renováveis revelam uma considerável entropia.
(*) Costumava, mas as coisas estão a mudar. Um dos exemplos mais notórios é a coluna «Cem por cento» de Nicolau Santos que desde as europeias mostra um distanciamento crescente das laudes com que ainda recentemente nos brindava. No seu artigo de ontem, zurziu com grande indignação as medidas de política fiscal do programa do PS – espera-se que não seja apenas porque obviamente lhe estão a entrar no bolso.
O contrário do racismo não é o racismo ao contrário
Foi isso que o senador (branco) republicano Lindsay Graham deve ter pensado durante a discussão da nomeação de Sonia Sotomayor quando lhe pediu para repetir a frase de 2001, o que ela recusou. Graham observou então que se ele tivesse dito que os homens brancos dão melhores senadores a sua carreira teria aí terminado.
01/08/2009
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: «vendedor de banha da cobra», disse ele

«... uma imagem que se distancia mais do vendedor de banha da cobra.» (O fazer e o falar, José António Saraiva no Sol)
O proprietário da imagem é Manuela Ferreira Leite, diz JAS. Quem é o vendedor?
ESTADO DE SÍTIO: Os amanhãs que cantam de José Sócrates (3)













