Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

28/08/2009

Lost in translation (7) – se o governo tivesse tomado medidas à séria, estaríamos à cabeça do pelotão

Este governo não pára de me surpreender. Depois de ter gasto apenas uns míseros 278,5 milhões dum total de 2.500 milhões do plano global de combate à crise, segundo nos informou um secretário de estado adjunto, o governo, pela boca do ministro das Finanças, cada vez mais um clone tristonho do querido líder, informa-nos que «as medidas levadas a cabo pelo Governo para enfrentar os efeitos da crise estão a resultar» e que «o pior da crise terá já passado».

A receita é simples: se decrescemos menos do que os outros, são as medidas do governo; se crescemos menos do que os outros, como é costume, é a crise. É extraordinário o que o contágio fez dum homem, que parecia sensato, digno de crédito e com a sebenta da macroeconomia decorada, um sujeito trapalhão, cheio de truques, sempre a vender o produto estragado do querido líder.

Sem comentários: