Os deputados de todos os partidos, com excepção do Iniciativa Liberal, aprovaram uma resolução proposta pelo PAN que recomenda ao Governo português que intervenha junto do Governo Espanhol no sentido de proceder ao encerramento da central nuclear de Almaraz.
Sem se darem conta, com esta ejaculação do órgão legislativo, deputados fervorosos adeptos da defesa do ambiente e em particular da redução das emissões de gases de efeito estufa, principalmente dióxido de carbono, aprovaram com a maior das inconsciências que os 16 mil GW produzidos por ano em Almaraz deveriam ser produzidos por uma fonte alternativa que, na melhor hipótese de centrais a gás, feitas as contas por Filipe Sengo Furtado, significaria um aumento anual das actuais 196 mil toneladas para cerca de 8 milhões de CO2, quarenta vezes mais ou quatro vezes as emissões anuais de Malta.