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19/10/2019

CASE STUDY: Câmara de Lisboa, uma aplicação prática da lei de Parkinson (6) - Um exemplo local do socialismo costista

Este post é o 6.ª da série: (1), (2), (3), (4) e (5)

Em retrospectiva, com mais de 10 mil funcionários para 505 mil residentes, a câmara de Lisboa tem o dobro dos funcionários por mil habitantes de Madrid ou Barcelona. Entre esses 10 mil encontram-se mais de um milhar de licenciados, incluindo em áreas inesperadas como Marketing, História, Línguas e Literatura, entre outras (ver aqui uma lista do ano de 2012). Sem esquecer mais de um centena de "acessores" (não, não são assessores, eles não assessoram, eles acederam)  - ver aqui uma lista de há dois anos.

Entretanto, a adicionar aos mais de 10 mil, a câmara prevê no orçamento de 2020 contratar mais 517  para diversas áreas, aumentando as despesas com pessoal em 12,2%, as quais atingirão 277 milhões o que dá um salário mensal médio de quase 2 mil euros. As justificações para estas contratações são reformas e a «descentralização de competências da administração central para o município». De passagem, registe-se que os contratados pela câmara no próximo ano equivalem a dois anos de reformados e a administração central, enquanto descentraliza para os municípios, aumentou os seus efectivos de utentes da vaca marsupial pública em 41 mil durante o consolado do Dr. Costa.

Como todos já deveríamos saber ao fim de quatro décadas, o socialismo não é barato e ainda temos um longo caminho a percorrer.

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