Pensei escrever umas linhas sobre a polémica que aflige a nação a propósito de Joacine Katar Moreira, doutorada em Estudos Africanos, guineense, gaga e deputada do Livre, uma agremiação que foi uma spin-off unipessoal do Bloco de Esquerda, de vocação proibicionista e natureza totalitária. Não vale a pena. Quase tudo o que tinha para dizer já foi escrito neste artigo de Alberto Gonçalves. Eis uns quantos excertos:
«(...) a dra. Joacine declarou que as “legislativas” iriam medir a capacidade do eleitorado em aceitar uma mulher negra na Assembleia da República. Com o devido respeito, hã? A que título é que o eleitorado, que já “aceitou” em S. Bento resmas de mulheres brancas e dois ou três homens negros, não estaria preparado para uma mulher negra? A presunção tem graça. Por um lado, porque é mentira: a primeira deputada negra aconteceu ainda antes de 1974, chamava-se Sinclética Soares Santos e vinha de Angola (e a primeira deputada negra da democracia, Nilza Mouzinho de Sena, pertence ao PSD e chegou à AR em 2015). Por outro lado, porque a presunção é estúpida.
(...)
A dra. Joacine não precisou de explicitar o último critério. De resto, é justamente a incapacidade de o fazer que o torna evidente. Não existe maneira diferente de o dizer (ou existe, mas nunca mais saíamos daqui): a dra. Joacine é gaga. Às vezes, é um bocado gaga. Às vezes, é bastante gaga. Às vezes, é gaga para lá de qualquer hipótese de comunicação. Por causa da referida característica, alguns gozam com a dra. Joacine, e alguns acreditam que a dra. Joacine goza com eles. Não são melhores nem piores do que os que lhe elogiam a “coragem” por “assumir”. A propósito disto, gostaria de informar os deslumbrados que não há coragem em se assumir um defeito impossível de ocultar. Um sujeito com 15 dioptrias não é um herói: é um pitosga.
(...)
No fundo, e à superfície, o Livre mistura os horrores do BE com as abominações do PAN, preservando o ressentimento, o moralismo, o revisionismo, a vocação proibicionista e a natureza totalitária de ambos. Parece-me impecável.»
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)