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29/10/2019

Há jornalismo de boas e de más causas e grupos com boas e más agendas. As causas e as agendas boas devem ser facilitadas e as más dificultadas. Quais são as boas e as más? Simples: as boas são as nossas causas e as nossas agendas


Porquê? perguntareis.

É uma pergunta já respondida por antecipação há três semanas, pelo jornalista de causas / militante / comentador / analista, ex-comunista, ex-Plataforma de Esquerda, ex-Política XXI, ex-bloquista, ex-Livre, ex-Tempo de Avançar, Daniel Oliveira:

«É precisamente isto que está prestes a acontecer com a compra da TVI pelo grupo Cofina, que já tem um brutal peso no cabo e na imprensa. O mais poderoso grupo de comunicação social português passará a estar nas mãos de um grupo que se dedica ao jornalismo sensacionalista e que tem uma agenda política conservadora bastante clara. E este grupo terá uma dimensão inaceitável para a realidade portuguesa, o que faz perigar o pluralismo informativo e, consequentemente, a democracia. (...)

Se a Cofina fosse apenas um grupo de comunicação social isto seria já de si grave. Mas não é. A Cofina tem uma agenda política. Recomendo que vejam a série “The Loudest Voice”, na HBO. É sobre o nascimento da Fox News e como um projeto comercial e um projeto político se casaram, sob a tutela empresarial de Rupert Murdoch, e rebentaram com adquiridos direitos democráticos de décadas


Outra resposta (a do Jornal SOL):

«Há anos, Balsemão assumiu publicamente a guerra contra o negócio da Altice e da Prisa sobre a Media Capital. Agora, a Impresa já começou a mexer-se nos bastidores para tentar evitar que a Cofina se transforme no maior grupo de comunicação português com a compra da TVI.»

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