Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

30/10/2019

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (90) - No passado a esquerdalhada tinha a pretensão de escrever o futuro. No presente dedica-se a reescrever o passado

«Uma das maiores partidas que Salazar pregou às esquerdas foi não se ter deixado sepultar no Mosteiro dos Jerónimos. Imaginem a alegria que agora teriam as esquerdas, se pudessem dividir o país, como fizeram os seus correligionários do outro lado da fronteira, com a profanação do túmulo do general Franco. Em vez disso, resta-lhes pôr saias nos assessores nascidos com o sexo masculino (é assim que se deve dizer?), e esperar que dê fotos na imprensa e comentários nas redes sociais. Para além das saias, há a bandeira da República Portuguesa. Em 1910, para marcar a ruptura de regime, os antepassados carbonários da extrema-esquerda insistiram numa nova bandeira, com as cores da revolução. E é essa mesma bandeira que o esquerdismo, depois de a ter imposto ao país, agora acha “imperialista”, pelo menos na opinião dos fãs da deputada do Livre.

Em 1910, os revolucionários mudaram as cores da bandeira e eliminaram a coroa. No entanto, mantiveram as armas nacionais e adicionaram-lhes a esfera armilar. A ideia era ainda anexar a história que a bandeira contava. A extrema-esquerda de hoje, porém, não gosta dessa história. Todo o passado português lhe parece criminoso. Gostaria, por isso, de o apagar. Nada disto, aliás, é muito original. Decorre, de maneira muito pedestre, da colonização das universidades portuguesas pelo radicalismo académico americano.»

Excerto de «Partidos desesperados para dar nas vistas», Rui Ramos no Observador

2 comentários:

Ricardo Amaral disse...

E o pior é que têm a maioria(de 230!)no par-lamento,check https://portugalnonevoeiro.blogspot.com/2019/10/papagaios-de-todas-as-cores-e-feitios.html

Anónimo disse...

Eu ontem ouvi, numa espreitadela que fui dar aos canais ditos de informação, uma senhora dizer que queria que o seu filho ou filha de 3 ou 4 anos aprendesse que um menino tem uma pilinha e uma menina tem uma vagina e não a confusão de sexos que por aí anda. Pois bem, foi acusada de ter um discurso de ódio. E esta, hein?