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02/10/2019

Mitos (295) - O racismo retroactivo

Quem já era adulto por alturas do PREC (ou seja nascido antes da década de 60 - o estado mental de adulto atingia-se então numa idade em que hoje ainda se está na adolescência) sabe perfeitamente que na sociedade portuguesa do Estado Novo não faria sentido falar de racismo, como uma ideologia discriminatória dos indivíduos de certas raças, o que em termos práticos queria dizer negros.

O que havia era um preconceito e uma discriminação em relação às classes baixas da sociedade, fossem os indivíduos negros ou brancos, não muito diferente do que hoje existe. Isso mesmo tem sido mostrado pelo historiador João Pedro Marques em vários artigos e nomeadamente no último, significativamente intitulado Portugal não era nem é racista, cuja leitura se recomenda.

O politicamente correcto luso-serôdio, representado pelo berloquismo e suas derivações, imitando o marxismo universitário americano tenta reinventar retroactivamente um clima social como se estivesse no Alabama ou na Georgia. É uma espécie de fake history. Não há pachorra.

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