Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

19/02/2019

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (74) - É possível enganar quase todos durante algum tempo...

Outras preces

Há dois anos escrevi aqui:

Já agora, deixai-me fazer um prognóstico sobre o provável triste fim que pode esperar quem, esforçando-se por amanteigar uma esquerda que só o tolera porque a amanteiga, se sentir obrigado a largar a manteiga para ele próprio não se afundar, quando essa esquerda se afundar e levar o país consigo, uma vez mais. Nessa altura, pode muito bem Marcelo ficar sem esquerda e sem país. Para quem imagina que a popularidade de Marcelo é um seguro contra todos os riscos, lembremos, que Cavaco, odiadíssimo no final do seu segundo mandato, tinha no final do primeiro ano uma popularidade superior à de Marcelo.

Dois anos depois, Aximage publica mais um estudo de opinião:

Barómetro político da Aximage

Escreve o Jornal de Negócios comentando o estudo da Aximage:

«Com esta avaliação, Marcelo desce para níveis ligeiramente inferiores aos registados pelo seu antecessor, Aníbal Cavaco Silva. Comparando a avaliação entre os dois presidentes em idêntica fase do seu mandato (quase três anos), conclui-se que os 14,5 atribuídos a Marcelo em Fevereiro de 2019 ficam abaixo da classificação recebida por Cavaco Silva em Fevereiro de 2009. Durante mais de três anos, o ex-Presidente da República manteve níveis de aprovação sempre superiores àqueles em que se encontra agora Marcelo. Mais tarde, a popularidade de Cavaco começa a degradar-se, chegando na reta final a atingir patamares raros para um Presidente, abaixo de sete pontos. 

Segundo a Aximage, 67,1% dos portugueses consideram que o Presidente tem atuado "bem", contra 87,3% um ano antes. Nessa altura, apenas 5,5% achavam que atuava mal, percentagem que agora já chega aos 24,2%.»

1 comentário:

Unknown disse...

O consabido "Coeur à gauche, porte-feuille à droite".
Olhem "pó" robles, katrina, anacleto, und so weiter - tudo gente cheia ( de amor pelos pobrezinhos, tá bem de ver...)