Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

16/02/2019

Separados à nascença. A pesada herança do comunismo 30 anos depois

Com a derrota da Alemanha em 1945, a União Soviética ocupou e controlou directamente a parte Oriental e manteve o controlo desde então e até a reunificação em 1990, através do Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED), da chamada República Democrática Alemã (RDA) - assim foi baptizado o Estado comunista totalitário na zona oriental da Alemanha.

Enquanto no lado oriental a RDA definhava sob a bota soviética, no lado ocidental a RFA prosperava sob um sistema capitalista de inspiração cogestionária. Um dos componentes da receita alemã para o sucesso económico foram e são ainda hoje as suas PME industriais (o Mittelstand) muitas delas empresas familiares, focadas numa gama de produtos, inovadoras e dispondo de mão de obra especializada. O economista alemão Hermann Simon chamou a essas empresas versteckte Champions (campeões ocultos), em contraponto às empresas de grande dimensão (os campeões nacionais).

The Economist

No mapa acima está assinalada a densidade de localização desses hidden champions e a fronteira que separou a Alemanha capitalista e a Alemanha comunista mostra, três décadas depois da reunificação, dois mundos radicalmente diferentes.

Sem comentários: