«A China não é como nós julgamos, um regime totalitário tout court»Fiquei momentaneamente perplexo, até me recordar do Sr. General Ramalho Eanes ter sido eleito presidente da República do MFA em acumulação com a presidência daquele órgão chamado Conselho da Revolução (o nome diz tudo) que tutelava a quase-democracia portuguesa, órgão cuja perenidade o Sr. General chegou a defender.
Continuando o esforço de memória recordei que enquanto habitava o palácio de Belém se reuniu de um grupo de luminárias que lhe fez um partido chamado PRD (Partido Renovador Democrático) sob o seu «patrocínio tácito», partido com o qual o Sr. General se propôs salvar aquilo que considerava democracia tout court.