Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

07/10/2017

Dúvidas (207) - E se desta vez ele estiver certo?

Já inúmeras vezes aqui no (Im)pertinências o escrevemos: Nicolau Santos, o ideólogo do keynesianismo no semanário de reverência, o jornalista de causas socialistas várias, é o nosso pastorinho favorito da economia dos amanhãs que cantam. Também inúmeras vezes mostrámos que a fé que coloca nas suas causas é incomensuravelmente maior do que a sua capacidade de discernimento o que o conduz a inúmeros dislates, desde as vulgares promoções de empresas do regime que acabam falindo, até ao seu clímax (até agora) que foi o monumental barrete que lhe enfiou o vigarista Artur Baptista da Silva. Para mais exemplos podeis usar a etiqueta pastorinhos da economia que contém um bom número de posts que lhe são dedicados.

Se pensais que escrevo este post para malhar mais uma vez na criatura, estais enganados. Escrevo desta vez para louvar o seu discernimento por ter escrito um post no seu blogue «Keynesiano, graças a Deus» cuja leitura se recomenda, apesar de o seu título dizer quase tudo: «No seu próprio interesse, o PS não devia ter ganho as autárquicas».

E fê-lo logo no dia seguinte às eleições, ainda antes do camarada Jerónimo começar a fulminar o PS pelo descalabro dos comunistas, considerando pírrica a vitória dos socialistas - «verdadeiro hara-kiri do PS (...) não se percebe de todo porque apareceu o secretário-geral do PS todo ufano, ao final da noite de ontem, a afirmar que o PS tinha tido a maior vitória de sempre em eleições autárquicas. Se pensasse um pouco melhor, o dr. Costa devia era estar preocupadíssimo».

E se desta vez ele estiver certo? E se ele estiver outra vez errado, como indicia a sua fraca taxa de sucesso? Sim, porque pode muito bem acontecer não estar o dr. Costa preocupado e até pode estar aliviado pela perspectiva de trocar o camarada Jerónimo pelo dr. Rio.

1 comentário:

João Luiz Pereira Tavares disse...

O "algo mais" do PT na arte e na cultura:
Bom, Yamandu Costa é música de grande qualidade. Não tem nada a ver com o PT, ok?
Inclusive música pra poucos brasileiros (por ser complexo), ou seja:
de “elite”. Assim como Machado de Assis, Villa-Lobos são arte de elite, sim.
O mesmo Dostóievsky. Elite honrada.
Não se trata do lixo bem tragável de Q o PT gosta, venera, ama e adora, não.

E, por outro lado, o bem centrado MBL [Mov. Brasil Livre] em
seu papel empírico, em 2016 faz jus ao nome dessa sigla, certo?
A diminuição do poder vigarista do PT com
a saída de Dilma em 2016, — mesmo c/Lula solto hoje –, foi fortemente permitido devido ao MBL.
Empírico, corajoso e pragmatista, o Arthur do “Mamãe Falei” ajudou bastante
a desconstruir o discurso ideológico
do PT através do método socrático.
MBL e o Arthur lutam contra
o lixaço da doutrina petista (conhecida como Petismo),
lutam contra o brega, o barangismo petista,
mau gosto, o barango do sertanejo universitário
do petismo [criado na Era Dilma-Lula],
o cafona, o lixo se fingindo de “arte” em galeria picareta,
e lutaram contra autoritarismo
sufocante e mortal do PT
e o Kitsch. E isso é excelente!
Yamandu não tem nada a ver com PT.