Já inúmeras vezes aqui no (Im)pertinências o escrevemos: Nicolau Santos, o ideólogo do keynesianismo no semanário de reverência, o jornalista de causas socialistas várias, é o nosso pastorinho favorito da economia dos amanhãs que cantam. Também inúmeras vezes mostrámos que a fé que coloca nas suas causas é incomensuravelmente maior do que a sua capacidade de discernimento o que o conduz a inúmeros dislates, desde as vulgares promoções de empresas do regime que acabam falindo, até ao seu clímax (até agora) que foi o monumental barrete que lhe enfiou o vigarista Artur Baptista da Silva. Para mais exemplos podeis usar a etiqueta pastorinhos da economia que contém um bom número de posts que lhe são dedicados.
Se pensais que escrevo este post para malhar mais uma vez na criatura, estais enganados. Escrevo desta vez para louvar o seu discernimento por ter escrito um post no seu blogue «Keynesiano, graças a Deus» cuja leitura se recomenda, apesar de o seu título dizer quase tudo: «No seu próprio interesse, o PS não devia ter ganho as autárquicas».
E fê-lo logo no dia seguinte às eleições, ainda antes do camarada Jerónimo começar a fulminar o PS pelo descalabro dos comunistas, considerando pírrica a vitória dos socialistas - «verdadeiro hara-kiri do PS (...) não se percebe de todo porque apareceu o secretário-geral do PS todo ufano, ao final da noite de ontem, a afirmar que o PS tinha tido a maior vitória de sempre em eleições autárquicas. Se pensasse um pouco melhor, o dr. Costa devia era estar preocupadíssimo».
E se desta vez ele estiver certo? E se ele estiver outra vez errado, como indicia a sua fraca taxa de sucesso? Sim, porque pode muito bem acontecer não estar o dr. Costa preocupado e até pode estar aliviado pela perspectiva de trocar o camarada Jerónimo pelo dr. Rio.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
07/10/2017
Dúvidas (207) - E se desta vez ele estiver certo?
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