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05/10/2017

A mentira como política oficial (36) - É possível enganar muitos durante muito tempo (mas não sempre)

«Há muito tempo que não se assistia a uma distância tão grande entre aquilo que se diz e aquilo que se faz. Ao ponto de todos nós estarmos concentrados na recuperação de rendimentos dos que ganham menos e nos esquecermos que, ao mesmo tempo, foi este Governo que acabou com as contribuições que recaíam sobre as pensões mais altas. Embora as contas sejam diferentes, o certo é que se repôs mais depressa esses rendimentos mais elevados do que os salários do sector privado que só agora poderão aspirar a um alívio fiscal.

(...)

É aliás irónico e ilustrativo, da fase de grande ilusão em que vivemos, que se diga que o PSD de Pedro Passos Coelho não tem políticas para o país quando na realidade tem sido o único a falar desses problemas. Podemos não gostar das soluções, mas não podemos dizer que não identifica os problemas e não apresenta uma via para os resolver. O mesmo não se pode dizer deste Governo que governa junto à costa, decidindo em função do que vai sendo a agenda mediática – agora é a habitação – e os segmentos de mercado eleitoral.»

«O adeus de Passos Coelho», Helena Garrido no Observador

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