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13/04/2011

O radical chic não se entende

Perante o anúncio dos banqueiros do regime de que não comprariam mais dívida pública e o conselho de mandar vir o FMI, o deputado berloquista Pureza disse que é «um golpe de estado palaciano que pretende ditar, fora da democracia e contra ela, o destino do País no próximo futuro». A deputada socialista Ana Pasionaria Gomes, por seu turno, condenou-os por terem comprado dívida pública e assim «ajudarem a esmifrar o Estado e viverem à sua conta».

Sabendo-se que os bancos têm 40 mil milhões de dívida pública com um juro médio múltiplo do juro que pagam ao BCE nos empréstimos em que dão como colateral a dívida pública, se tivesse que escolher, escolhia a versão da pasionaria substituindo o Estado por contribuintes.

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