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03/04/2011

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: O que nos teria acontecido se não fosse o senhor engenheiro? (2)

[Continuação daqui]

Felizmente Portugal tem tido a sorte de dispôr vai para 7 anos de um governo patriótico e competente. Patriótico porque se tem batido tenazmente contra a intervenção do par FEEF/FMI, em grande parte justificada pelo resultado da governação nesses 7 anos. E competente porque assim tem conseguido evitar o descalabro financeiro que resultaria dessa intervenção, segundo a narrativa oficial.

Quereis exemplos? A Grécia um país quase falido, que se não fosse a hábil manobra dos nossos timoneiros Sócrates & dos Santos nos teria contaminado, pede emprestado ao FEED a uma taxa de 4,2% e ao FMI a uma taxa de 3,3%. A taxa ponderada (1/3 FMI, 2/3 FEEF) é 4,45% 3,90%.

Desde o princípio do ano, o IGCP colocou 3,9 mil milhões de OT a uma taxa ponderada de 5,92%, ou seja mais 147 202 pontos base ou mais 25%  52% do que se tivesse as condições da Grécia. Os 5,5 mil milhões de BT este ano foram-no apenas para fugir às taxas dos prazos mais longos e criarão uma pressão tremenda no curto prazo. Se considerarmos a totalidade de 9,4 mil milhões das emissões de OT e BT, Portugal vai pagar mais 140 190 milhões de juros por ano do que teria pago se tivesse as condições de Grécia. É só fazer as contas, como um dia disse o inimitável Guterres.

Correcção:
Demonstrando que o inimitável Guterres é, afinal, imitável, e que ninguém está imune à maldição da tabuada, as contas estavam erradas. Os números correctos são os agora indicados.

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