Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias
Das 4,4 milhões de doses de vacinas que o governo anunciou doar aos países africanos de língua portuguesa e a Timor-Leste até agora só foram entregues 1,9 milhões.
Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias
«Os predecessores de Xi usaram a história de maneira diferente em suas resoluções. Em 1945, Mao justificou um expurgo de seus inimigos, culpando-os pelos erros do passado para que pudesse se posicionar como o líder inquestionável. Em 1981, a resolução de Deng dizia que Mao havia cometido erros graves e que a Revolução Cultural de 1966-76 havia sido um “grave erro crasso”, causando o caos. Ao criticar Mao, embora com cautela, Deng reconstruiu o apoio público ao partido e liberou sua mão para buscar reformas de livre mercado.
Mas a história apresenta um desafio diferente para o Sr. Xi. Na ala esquerda do partido estão os neo-maoístas que há muito tempo lutam pela restauração de seu herói e criticam Deng, a quem culpam por problemas como corrupção e desigualdade. À direita estão aqueles que se preocupam (de forma muito privada) que a China esteja recuando para uma ditadura ao estilo de Mao e perdendo seu compromisso com as reformas de Deng.
O Sr. Xi declarou que nem Mao nem Deng devem ser usados para “negar” o outro. Ele não quer uma história cheia de erros e contradições, nem que levante questões sobre o governo de um homem só. Ele acredita que o colapso da União Soviética foi acelerado por uma falha em proteger os legados de Lenin e Stalin. Ele fez uma campanha vigorosa contra o “niilismo histórico” - essencialmente qualquer coisa que leve o passado do partido a uma luz desfavorável. Tomes que escavam os piores erros de Mao, antes tolerados, agora estão fortemente desencorajados.
Uma nova história oficial do partido, publicada em fevereiro, dá uma ideia da abordagem preferida de Xi. Ele aborda apenas brevemente a Revolução Cultural. Não menciona a fome causada pelo Grande Salto para Frente que matou dezenas de milhões, nem quaisquer baixas no esmagamento dos protestos pró-democracia na Praça Tiananmen em 1989. A seção sobre o mandato de Xi ocupa mais de um quarto do livro. Os predecessores de Xi, Hu Jintao e Jiang Zemin, têm muito menos espaço.
A nova resolução irá sugerir que a China precisa do Sr. Xi para cumprir metas de longo prazo, como transformar o país em uma "nação socialista moderna" até 2035 e uma "próspera" e "forte" em 2049, o 100º aniversário da Republica de pessoas. Provavelmente mencionará sua campanha de “prosperidade comum” para reduzir a desigualdade e sua estratégia de “circulação dupla” para tornar a economia mais resistente a choques externos como a pandemia e disputas comerciais com os Estados Unidos. Espera-se que descreva um ambiente internacional sombrio, embora a América e seus aliados possam não ter seus nomes citados. E provavelmente repetirá a linguagem ritual do partido sobre Taiwan, dizendo que deve se reunir com o continente. O fracasso da China em retomar Taiwan tem sido um ponto sensível para todos os líderes desde Mao. A resolução certamente mencionará o apelo do Sr. Xi para o "grande renascimento da nação chinesa" até 2049, o que sugere que ele visa garantir a reunificação antes disso. Uma promessa específica é improvável.
Antecipando o plenário, o aparato de propaganda começou a produzir artigos bajuladores sobre a sabedoria de Xi, esperando, ao que parece, fomentar o entusiasmo pela idéia de que ele continuará governando. Em 1º de novembro, o People's Daily , porta-voz do partido, começou a publicar uma série de editoriais com o título “Decisões cruciais na nova era”. Eles elogiam as conquistas do partido desde que foi fundado em 1921 e elogiam as contribuições de Xi para eles. Do ponto de vista de Xi, a resolução “não só precisa olhar para o passado, mas também para o futuro”, diz Joseph Fewsmith, da Boston University. E de acordo com o Sr. Fewsmith, o Sr. Xi pensa: “O futuro, c'est moi ”.»
Segundo o Macroeconomic Imbalance Procedure Scoreboard da Comissão Europeia, Portugal é o segundo país da União Europeia, ex aequo com a Grécia e a seguir à Espanha, com mais desequilíbrios macroeconómicos, com sete em catorze possíveis, incluindo a dívida pública onde nos situamos em terceiro lugar.
Passado esta conjuntura excepcional em que os nossos benfeitores estão preocupados com a pandemia e abriram os cordões à bolsa como se não houvesse amanhã, quando as vacas emagrecerem, e as vacas sempre acabam por emagrecer, e os governos desses benfeitores se virem sob pressão da opinião pública para reduzirem os fundos para os PIGS, o governo do Dr. Costa já se terá posto ao fresco deixando o ónus para o que se seguir.
Incidência de VIH em Lisboa é quase o “triplo da média europeia”
A incidência da infeção por VIH em Lisboa é de “quase 50 pessoas por 100 mil habitantes por ano, um valor cinco vezes superior à média portuguesa, que já é entre o dobro e o triplo da média europeia”, alerta o presidente do GAT – Grupo Ativistas em Tratamentos.»
É um facto perfeitamente estabelecido que a transmissão do VIH se faz principalmente por via do sexo com um individuo infectado ou do uso de seringas infectadas para injectar drogas, pelo que os grupos de risco são gays e indivíduos dependentes de drogas injectáveis. É claro que os indivíduos heterossexuais também contraem VIH mas numa percentagem muito inferior à dos gays, que é mais elevada por várias razões comportamentais conhecidas.
Já agora e entre parêntesis registe-se o absurdo da comunidade gay, chamemos-lhe assim, considerar que tem um direito de doar sangue que, com uma probabilidade muito mais elevada do que nos heterossexuais, pode estar infectado com VHI, ao mesmo tempo que desconsidera o direito de um receptor não ser colocado desnecessariamente em risco de infecção.
Voltando à incidência de VIH em Lisboa, que o título da notícia diz ser quase o triplo da média europeia mas que do texto resulta ser 10 e 15 vezes superior à média europeia, temos de concluir que explicação mais plausível é Lisboa se ter tornado uma espécie de capital gay.
Parties do not always use this power well. The communists voted against Mr Costa’s budget, leaving elections likely early next year. It was an odd decision. The budget was stuffed with lefty spending pledges, such as increased pensions and free child care. Now the leftist parties face losses in an election, the polls suggest. Such cock-ups are common. In the Czech Republic, the Communist Party of Bohemia and Moravia opted to support Andrej Babis, a billionaire, as prime minister. Three years later, the party was kicked out of parliament for the first time since 1948.»
Lido aqui
Do face masks halve the risk of Covid? A note on the evidence
By Professor Simon Wood
«Lost of the trouble in life comes from misunderstanding’ as Willy Loman said in Oscar Wilde’s masterpiece An Inspector Calls. Grating isn’t it? But also a reasonable facsimile of how science reporting often reads, at least to those of us self identifying as scientists. Pre-Covid it was so. With Covid the problem has become, well, an epidemic. Recent reporting about the efficacy of masks is a classic case in point.
You might remember the study in question: it certainly made headlines when it came out. 'Mask-wearing cuts Covid incidence by 53%, says global study', stated the Guardian: 'results from more than 30 studies from around the world were analysed in detail'. The New Scientist agreed: 'Covid-19 news: Mask wearing cuts infections by 53 per cent', but instead referenced a greater number of evidence bases: 'using data from 72 studies'. A more cautious Times reported the same results as 'Masks more effective than distancing and handwashing'. It goes for 'more than 30 studies from around the world' which 'were analysed in detail'. Bloomberg claimed 'Masks Cut Covid Risk in Half', now based on a far-lower number: eight studies.
Let’s leave aside the nitpicking details (infections and risk are not the same thing, for example) — surely these reports are usefully communicating the gist of the new evidence, are they not? I’m afraid not.
The BMJ paper at the centre of these reports is a meta-analysis. That is to say: a summary, an attempt to combine the evidence contained in several scientific studies to arrive at an objective assessment of the state of knowledge on a topic.
The analysis identified 72 studies that might potentially have provided evidence on the effectiveness of masks, social distancing and hand washing. Of those, just six (not eight, 30 or 72) were sufficiently relevant — and of sufficient quality — that they could provide any useful information on mask efficacy. And how reliable were the six? Four were assessed to have a moderate risk of bias, and two to have a serious or critical risk.
Let’s start with the moderate four.
Qualquer que fosse o desfecho das eleições para líder do PSD, seria sempre um bom resultado para o Dr. Costa. Ou teria um adversário fraco ou teria um aliado, como claramente preferia e por isso a pandeireta mediática fez saber a preferência pelo Dr. Rio ao povo acagaçado pela pandemia e aos empreendedores da mineração do guito europeu salivando de expectativa pelo maná da bazuca.
A eleição do Dr. Rio é também uma vitória para o IL e o Chega que previsivelmente ganharão peso eleitoral à custa do PSD.
«Como se não houvesse já um abuso generalizado da recolha de imagens no espaço público e a absoluta ausência de verificação da legalidade dos sistemas (graças à diluição de competências da autoridade responsável), o Governo demissionário quis criar uma verdadeira sociedade controlada, à boa imagem da ditadura chinesa. Para isso tentou passar uma lei absolutamente abusiva que só se alterou na especialidade graças à quantidade de pareceres humilhantes que recebeu. Mas fica o registo da tentativa – e da aceitação acéfala – que a maioria dos deputados fez deste projeto que dava às forças de segurança o controlo de um dos melhores mecanismos para minar a democracia e as liberdades individuais.
O projeto foi reduzido à utilização de imagens recolhidas por drones e por agentes da autoridade no exercício de funções. Mas a verdade é que o número de câmaras no espaço público cresce sem controlo e pouco ou nada se sabe sobre a forma como os registos são armazenados – e esta lei, que agora foi aprovada, vem simplesmente agravar o problema. O texto é propositadamente ambíguo, para permitir interpretações que conduzam facilmente ao abuso das liberdades. (...)
Mas a lei original, que passou no Parlamento, era muito pior. A lei original tornava todo e qualquer espaço público alvo de videovigilância, sem respeito pelas liberdades individuais nem proteção dos cidadãos. Pior, permitia a que se usasse inteligência artificial e se fizesse a recolha de dados biométricos. (...)
Toda a discussão foi feita em tempo recorde, com desprezo absoluto pelos princípios democráticos. (...)
É difícil saber se os deputados deixaram passar este monumento à ditadura por absoluta ignorância ou por influência de um qualquer lobby securitário liderado por um ministério da Administração Interna que vê ameaças onde elas não existem. (...)»
António Costa, o inesperado big brother, Diogo Queiroz de Andrade no Jornal Eco
NOTA: Na verdade este episódio é principalmente vergonhoso para o PS (exceptuando Cláudia Santos e Isabel Moreira que votaram contra), cujo governo apresentou o projecto de lei. Mas não exclusivamente, porque, além das duas deputadas PS, só votaram contra a aprovação na generalidade BE, PCP, PEV e IL (ver Projeto de Resolução 119/XIV/1), uma votação que é um exemplo das limitações da visão unidimensional esquerda-direita.
![]() |
| Trilema de Žižek |
É por isso indispensável recordar como chegámos aqui, o que faço usando as palavras de Luís Marques no seu artigo Rendidos a Rendeiro:
«O BPN foi tomado e destruído por um grupo de gente sem escrúpulos, sem competência e sem dinheiro, perante o silêncio e inoperância do Banco de Portugal (BdP). A PT foi sacrificada no altar dos interesses do BES, de Salgado, de Bava e dos seus cúmplices, com a participação ativa do poder político. O BCP foi assaltado por um grupo liderado por Berardo e comandado à distância por uma mistura de inconfessáveis interesses empresariais e pessoais, alimentados pelo Governo de Sócrates e pela cumplicidade do BdP. O BES ruiu, com políticos e reguladores a assegurarem a sua solidez. O Banif foi vendido ao desbarato ao Santander, num percurso cheio de buracos.
Do velho capitalismo português ficaram um monte de ruínas, uma enorme montanha de dívidas, pagas pelos contribuintes, e alguns figurões que continuam a rir-se na nossa cara, tomando-nos por parvos. Rendeiro é mais um dessa já longa lista, daqueles que se julgam acima do poder e da lei e a quem, não poucas vezes, o poder e a lei se rendem. Por ação, por omissão ou por incompetência.»
Se as conclusões de um inquérito da empresa coverflex, com o apoio da Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas, abrangendo 814 participantes, tiverem alguma aderência à realidade laboral mostram uma mão-de-obra surpreendentemente moderna e arejada (ou, para os cépticos, não surpreendentemente lunática).
Não surpreende a preferência de 60% dos inquiridos por uma semana de quatro dias, nem mesmo a de 30% que preferiam uma semana de 32 horas. Começa a surpreender que um quinto dos inquiridos declare receber ajudas de custo em teletrabalho, uma retribuição que se destinar a compensar custos extraordinários e aleatórios, normalmente nas deslocações em serviço, quando neste caso se trabalha em casa e se suportam geralmente menores custos.
O mais surpreendente, porém, é o desejo manifestado por 23% dos inquiridos de terem uma parte da remuneração paga em cripto-moedas. Só me recompus da surpresa quando recordei a espantosa capacidade imaginativa dos indígenas mostrada por exemplo num estudo de opinião de há uma meia dúzia de anos que concluiu haver uma percentagem considerável de portugueses cujo local favorito para o sexo era junto a uma lareira, um dispositivo presente apenas numa pequena percentagem de habitações.
A boutade do título é de Alberto Gonçalves, um veterano da bloguilha agora no Observador, e traduz bastante bem (substituindo na virtude o qualificativo «enorme» por principal) o que eu penso do Dr. Rangel, uma criatura que para nele votar teria de fazer como preconizou o Dr. Cunhal que os comunistas fizessem ao votar no Dr. Soares: «Se for preciso tapem a cara com uma mão e votem com a outra».
Por várias razões, entre as quais não se conta o seu comportamento na esfera privada nem as suas ideias e práticas sobre a sexualidade, matéria que só a ele diz respeito, mas onde se inclui a cobardia do seu voto contra o casamento dos homossexuais no parlamento em 2008.
Razões como os conflitos de interesse enquanto deputado europeu (denunciados por Pedro Arroja, que o detesta, talvez por boas razões), como a sua choruda avença mensal da sociedade de advogados Cuatrecasas, entre outros. Ou a sua auto proclamada virgindade política, comparando-se com «António Costa e Rui Rio (que) são pessoas que estão há 40 anos no sistema», sendo certo que ele com as idades dos dois já terá 27 e 31 anos de «sistema», respectivamente. Ou a sua insensatez demagógica de propor «por razões económicas» a subida de um salário mínimo que já representa a maior percentagem na UE em relação ao salário médio e é uma ameaça à sobrevivência das dezenas de milhar de pequenas e micro empresas.
Razões próprias que não tenho a certeza se são anuladas pelas razões dos portugueses, com a sua histórica falta de discernimento, que parecem preferir abertamente o Dr. Rio para opositor (ou candidato a vice do Dr. Costa). Ou se são anuladas pelas razões do PS que, pelos vistos, já perdeu de todo o recato e faz abertamente campanha oficial pelo Dr. Rio, como é o caso do Dr. Ferro Rodrigues, no seu habitual estilo de múmia, e do Dr. Santos Silva, com a sua proverbial falta de decoro, a que se juntam as vozes de apparatchiks menores.
«Enquanto há 50 ou 100 anos a maioria dos membros dos sindicatos trabalhava no sector privado, em muitos países hoje a maioria dos membros dos sindicatos trabalha para o sector público ou para empresas diretamente ligadas ao Estado. Ou seja, os sindicatos deixaram de ser uma forma de os trabalhadores se unirem para ganhar poder negocial em relação ao seu patrão, que, sem sindicatos, tinha um poder quase monopsonista sobre alguns deles. Os membros dos sindicatos públicos ganham antes poder negocial sobre os restantes contribuintes, que estão muito menos organizados e dependem do Governo para zelar pelos seus interesses difusos.
Por fim, há um terceiro facto que é particularmente extremo em Portugal. Como o jovem economista Hugo Vilares tem documentado (com Addison, Portugal e Reis), em Portugal só cerca de 10% dos trabalhadores são membros de um sindicato. Mas a lei (*) impõe que 90% dos trabalhadores sejam afetados pelos contratos negociados por esses sindicatos. É difícil imaginar um maior défice democrático em Portugal. Há uma enorme discrepância entre os que têm voz nas negociações e aqueles que são afetados por elas.
Combinando todos os factos, temos que, se Portugal continuar a abrir a sua economia ao comércio internacional (como é inevitável, tendo em conta a nossa dívida externa), os sindicatos vão possivelmente praticamente desaparecer do sector privado. Ao mesmo tempo, protegidos pela lei, eles vão continuar a determinar as tabelas salariais por toda a economia e, graças a umas dezenas de milhares de associados no sector público, vão conseguir bloquear serviços públicos essenciais usando greves. Junta-se a este panorama a suposta subordinação de uma fração significativa dos sindicatos aos interesses políticos do PCP, que tantos comentadores afirmam como sendo um facto. Se assim for, acabamos com um partido que caminha para ter menos de 5% dos votos, e, usando como seus peões menos de 2% ou 3% dos trabalhadores em Portugal, a conseguir bloquear a economia, influenciar quem ganha quanto e a dificultar seriamente quaisquer reformas, tudo ao serviço de impor em Portugal princípios marxistas-leninistas rejeitados em todo o mundo e com os quais quase nenhum português concorda. Talvez seja verdade, mas é de certeza uma situação perversa num regime democrático.»
Excerto de O PCP e os sindicatos, Ricardo Reis no Expresso
(*) O autor refere-se ao mecanismo das Portarias de Extensão previsto no Código do Trabalho, mecanismo cujo alcance foi limitado pelo governo de Passos Coelho e reposto pelo governo do Dr. Costa, por exigência dos comunistas para embarcarem na geringonça - ver o post SERVIÇO PÚBLICO: Regresso ao passado (continuação).
![]() |
| Público |
Tradução: É obrigação deste governo do PS esmifrar os contribuintes da UE ou, não sendo possível, os contribuintes portugueses, para repor as mordomias que tiveram de ser retiradas para resgatar o país do estado em que o outro governo do PS o deixou.
Tradução: É dramático que Portugal tinha a décima produtividade mais baixa da UE em 2000 e vinte anos depois tenha a sétima mais baixa.
Tradução: Não é preciso explicar que se estivéssemos em Cuba ou na Venezuela, a direita nunca seria governo, nem talvez o Bloco de Esquerda.
«You may be the prime minister of this country, but in this House, I'm in charge.»
Speaker of the House of Commons Sir Lindsay Hoyle's intervention «to stop Johnson from turning Prime Minister's Questions into, err, Leader of the Opposition Questions.»
Citei há três semanas um artigo Sousa Mendes no Panteão: justifica-se? de Rodrigo de Sá-Nogueira Saraiva, publicado no jornal Nascer do Sol, pelo gosto da desmistificação porque visava reduzir o mito do herói Aristides à sua suposta real dimensão.
Acontece que no sábado passado, o mesmo jornal publicou o direito de resposta de um familiar de Sousa Mendes que coloca em causa as principais conclusões do artigo de Sá-Nogueira Saraiva.
Pelo meu gosto pela verdade, só possível pela prática do contraditório, gosto que supera o da desmistificação, resolvo agora encaminhar quem leu o post anterior para a resposta de António de Moncada Sousa Mendes, que desta vez tem um link que me dispensa de citação.
Com a verdade me enganasProvérbio popularP'ra a mentira ser segurae atingir profundidade,tem de trazer à misturaqualquer coisa de verdade.António Aleixo
«Verdade é que a fantasia é a última a morrer. Vivemos, há uns anos, tempos de crença. Os socialistas de António Costa estão absolutamente convencidos de que a realidade que vêem todos os dias nos jornais e nas televisões é verdadeira. Esquecem-se do simples facto de que foram eles que lá colocaram grande parte dos dados e das informações. Que parecem tanto mais verdade quanto as alternativas não existem. O que o PSD, o CDS e o Chega afirmam não tem sustento nem merece confiança. O que o Bloco e o PCP garantem é do domínio do irreal. O que faz com que o Governo e o PS não necessitem de ser rigorosos, nem coerentes, muito menos verdadeiros. O governo e os Socialistas são incapazes de provar o que, sem pestanejar, afirmam sobre o nível de vida dos portugueses (a subir, dizem…), sobre a pobreza em Portugal (a descer…), sobre o emprego (a dilatar…), sobre o investimento privado nacional e estrangeiro (a crescer…), sobre o êxito escolar (a aumentar…) e sobre os cuidados de saúde (a melhorar…). Nas suas melhores fantasias, aumenta o investimento público e privado na economia, na cultura e na ciência. E da dívida nem se fala. Nem da mediocridade do desenvolvimento das duas décadas do século XXI.
O governo é incapaz de criticar o que há de mais negativo na realidade, a não ser que possa dizer que a culpa é dos governos anteriores. Como os socialistas gostam de dizer, desde o inefável Sócrates, a realidade socialista é uma narrativa confirmada pela mais poderosa organização de comunicação desde há muitas décadas.»
Excerto de Acreditar em si próprio, António Barreto no Público
Um pouco por todo o mundo os preços estão a aumentar. Os preços na produção industrial na União Europeia registaram um aumento homólogo de 16,2% em Setembro, sobretudo devido aos preços da energia que aumentaram 40,1%. Os mesmos preços na China também dispararam (ver gráfico seguinte).
![]() |
| Fonte |
Na OCDE a taxa de inflação homóloga em Setembro subiu para 4,6% puxada pelos preços da energia que aumentaram 18,9%. O índice dos preços de produtos agrícolas da FAO atingiu o valor mais elevado em dez anos. Nos EU nos preços registaram em Outubro um aumento homólogo de 4,6% (ver gráfico).
![]() |
| Fonte |
![]() |
| Fonte |
![]() |
| Fonte |
Numa peça publicada há dias sobre a área de plantação de eucaliptos, além duma porção de disparates, como habitualmente nestas questões que fazem parte das agendas dos áctivismos esquerdistas, o Público presta-se a ser câmara de eco de uma carta aberta ao governo de oito associações, incluindo a ACRÉSCIMO (uma fachada para um sujeito com uma história de slalom ideológico) e a CLIMÁXIMO (uma sucursal do BE "gerida" pelo genro do Dr. Louçã), além das habituais GEOTA, QUERCUS e ZERO e ainda três outras menos mediáticas.
(Pode ler-se no Corta-fitas a autópsia da peça do Público por Henrique Pereira dos Santos)
«A verdadeira ameaça à sobrevivência da democracia não são grandes desastres como a guerra. São perigos comparativamente menores, que na natureza das coisas ocorrem com mais frequência. Isso pode parecer paradoxal. Mas reflita por um momento. Quanto mais rotineiros os perigos dos quais exigimos proteção, mais frequentemente essas demandas surgirão. Se conferirmos poderes despóticos ao governo para lidar com os perigos, que são uma característica comum da existência humana, acabaremos fazendo isso a maior parte ou o tempo todo. É porque os perigos contra os quais agora exigimos protecção do estado são muito mais numerosos do que antes, que provavelmente levarão a uma mudança mais fundamental e duradoura em nossas atitudes em relação ao estado. Este é um problema mais sério para o futuro da democracia do que a guerra.
Surge por causa da crescente aversão das sociedades ocidentais ao risco. Ansiamos por proteção contra muitos riscos inerentes à própria vida: perdas financeiras, insegurança econômica, crime, violência e abuso sexual, doenças, lesões acidentais. Mesmo a pandemia tardia, por mais séria que tenha sido, estava dentro da ampla gama de doenças mortais com as quais os seres humanos sempre viveram. Certamente está dentro da ampla gama de doenças com as quais devemos esperar viver no futuro.
Apelamos ao estado para nos salvar dessas coisas. Isso não é irracional. De certa forma, é uma resposta natural ao notável aumento da competência técnica da humanidade desde meados do século XIX, que aumentou consideravelmente a gama de coisas que o Estado pode fazer. Como resultado, temos expectativas excessivamente altas em relação ao estado. Estamos menos inclinados a aceitar que há coisas que ela não pode ou não deve fazer para nos proteger. Para todos os perigos, deve haver uma solução governamental. Se não houver nenhuma, isso significa falta de competência governamental.
As atitudes em relação à morte fornecem um exemplo notável. Poucas coisas são tão rotineiras quanto a morte. “No meio da vida, estamos na morte”, diz o Livro de Oração Comum. No entanto, as possibilidades técnicas da medicina moderna com financiamento público nos acostumaram à ideia de que, exceto na velhice extrema, qualquer morte por doença é prematura e que toda morte prematura é evitável. Começando como um evento natural, a morte se tornou um sintoma de fracasso social.
Nas condições modernas, a aversão ao risco e o medo que a acompanha são um convite permanente ao governo autoritário. Se responsabilizarmos os governos por tudo que dá errado, eles tirarão nossa autonomia para que nada dê errado. Tivemos uma demonstração espetacular disso durante a pandemia, onde medidas coercitivas com efeitos radicais em nossas vidas foram tomadas por ministros com forte apoio público, mas com mínimo contributo parlamentar. Um ministro me disse há alguns meses que considerava a democracia liberal um instrumento inadequado para lidar com uma pandemia e que algo mais “napoleônico” era necessário. Ele estava fazendo uma afirmação mais significativa do que imaginava. O que quer que se pense sobre isso - e minhas próprias opiniões são bem conhecidas -, sem dúvida, marca uma mudança significativa em nossa mentalidade coletiva.»
When fear leads to tyranny, Jonathan Sumption, ex-juiz do Supremo Tribunal do Reino Unido
Admiti que o Dr. Costa tentasse aliciar o Dr. Rio para com ele reconstruir um novo Bloco Central. Três dias depois Dr. Rio sentiu o chamamento e chegou-se à frente. Como se pudesse haver dúvidas, o Dr. Rio foi ontem à SIC desfazê-las explicando que se o PS ganhar sem maioria está disponível para negociar e nem vê necessidade de integrar o governo.
É claro que o quid não está na declaração em si, porque é evidente que numa democracia qualquer partido tem de estar disponível para negociar com quase todos os outros sobre quase tudo. O quid reside no facto de, sendo isso evidente, se antes das eleições o líder de um partido com aspirações a governar com um programa próprio sente necessidade de dar essa garantia ao líder do principal adversário está a fazer uma declaração de desistência e admissão antecipada de derrota e, em em consequência, a pôr-se a jeito para perder as eleições.
| The Times |
«Mas o momento mais cínico foi a ida de Obama a Glasgow para rivalizar com a Greta. E qual foi a estratégia do antigo Presidente norte Americano para competir com a Greta? Foi o regresso a uma espécie de virgindade política. Em Glasgow, discursou como um activista. Mas muitos ainda se lembram da Cimeira de Copenhaga, no final de 2009, quando Obama era Presidente norte americano e se juntou à China para travar as propostas europeias sobre o combate às alterações climáticas. Eu lembro-me. Estava lá. Recordo-me bem do choque e do espanto dos líderes europeus. Que falta fez o Obama de Glasgow em Copenhaga. Mais um antigo líder que tem soluções brilhantes depois de deixar o poder.»
«O que nos mantém unidos como sociedade é precisamente o meio pelo qual fazemos as coisas. Uma vez que provavelmente nunca chegaremos a acordo sobre questões de princípio controversas, não é o consenso o que nos mantém unidos, mas sim o respeito comum por um método de resolver nossas diferenças, quer aprovemos ou não as decisões resultantes.»
When fear leads to tyranny, Jonathan Sumption, ex-juiz do Supremo Tribunal do Reino Unido (apud Blasfémias)
«A Polícia Judiciária deteve, esta segunda-feira, 10 pessoas durante as buscas em 100 locais em todo o país por suspeitas de tráfico de diamantes e ouro em missões militares noutros países, como na República Centro-Africana (RCA).
Os militares sob suspeita utilizariam os meios aéreos das missões ao abrigo da Nações Unidas para fazer o transporte para a Europa. O objetivo final era fazer chegar os produtos à Antuérpia, na Bélgica.» (SIC)
É por esta e por outras que se diz que as FA são o Espelho da Nação, Nação agora ocupada pelo Estado sucial parasitado por apparatchiks socialistas.
Eu disse, mas estava enganado. A coisa entregue a apparatchiks sem diligência nem competência não pode correr bem. A informação diária do número de vacinados deixou de ser actualizada no site da DGS e foi substituída nos mídia do regime por uma onda de louvaminhices e celebrações do tipo «portugueses no topo do mundo», enquanto o caos recomeçou a instalar-se.