Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

12/01/2017

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (72) - Também tenho essa dúvida

«A adesão popular às exéquias fúnebres de Mário Soares foi extremamente baixa, em particular se comparada com a adesão demonstrada aquando da morte de Álvaro Cunhal. Ninguém com um mínimo de testa consegue refutar isso.

Significa isto que Cunhal era mais popular na data da sua morte do que Soares? Talvez. Ou, talvez signifique apenas que entre 2005 e 2017, algures, provavelmente no início desse período, o regime da mitologia abrilista tenha falecido e ninguém se lembrou de avisar os jornalistas.»

«Passado inesquecível», no Blasfémias

Se falamos em adesão popular às exéquias fúnebres, assim de repente lembrei-me do funeral de Salazar no dia 30 de Julho de 1970, também mais frequentado do que o de Soares, como se pode ver na foto da saída dos Jerónimos para Santa Comba Dão. Possivelmente porque a mitologia salazarista ainda não tinha falecido, o que me leva a concluir que, do ponto de vista dos funerais, o passamento dos pais da pátria deve ter lugar ainda em vida da mitologia aplicável.

Diário de Notícias, o jornal de todos os regimes

Sem comentários: