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29/05/2013

SERVIÇO PÚBLICO: A banca alemã já viu piores (e melhores) dias

Segundo o BaFin, o regulador bancário alemão, citado pelo Financial Times os bancos alemães, incluindo o Deutsche e o Commerzbank, reduziram no final do ano passado o défice de capital para cumprir as regras do Basileia III de 32 mil milhões para 14 mil milhões, vendendo activos, recalculando o risco de outros e, numa escala mais reduzida, aumentando o capital.

Os 14 mil milhões são ainda muitos milhões e reflectem uma situação da qual a banca alemã não se pode orgulhar, mas devemos colocar em perspectiva este défice de capital. Será preciso lembrar aos militantes da baixaria anti-germânica que a banca portuguesa teve que reforçar entre 2011 e Junho de 2012 o capital Core Tier 1 em mais de 5 mil milhões (de 28,7 para 33,9) e para tal tiveram que ser injectados nos 4 maiores bancos mais de 7 mil milhões, dos quais apenas 1,3 mil milhões foram dos accionistas e o restante foi dinheiro do Estado ou do Fundo de Recapitalização? (Fonte: «A supervisão do sistema bancário português: evolução recente e tendências futuras», Conferência X Fórum Banca, 6-11-2012) E para os distraídos será preciso lembrar que os activos dos bancos alemães valem muitas dezenas de vezes os activos dos bancos portugueses?

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