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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

28/02/2011

NÓS VISTOS POR ELES: Retrato a la minute do Portugal dos songamongas

Podemos esgravatar nas entrelinhas, encontrar inexactidões, incongruências, simplificações redutoras e o mais que quisermos. Ainda assim, seria uma falta de honestidade para connosco branquear os juízos certeiros que o embaixador americano Thomas Stephenson escreveu nos seus relatórios, agora divulgados pelo Expresso a partir dos cables distribuídos pelo Wikileaks. Alguns exemplos relacionados com as Forças Armadas:
  • «Portugal sofre de um complexo de inferioridade e da percepção de ser económica, política e militarmente mais fraco do que os seus aliados», donde o gosto por «brinquedos caros» (submarinos).
  • «Os militares têm uma cultura de statu quo em que as posições-chaves são preenchidas por carreiristas que evitam entrar em controvérsias, em vez de ser preenchidas com pensadores criativos promovidos pelo seu desempenho»; alguns desses carreiristas são os «170 generais adicionais que recebem o ordenado por inteiro enquanto se mantêm inactivos na reserva».
  • «Nunca deveríamos perder uma oportunidade para encorajar o governo português, porque o governo português nunca perderá uma oportunidade para adiar
E mais um relacionado com a FLAD e o seu ex-presidente Rui Machete, também ex-presidente do conselho superior da SLN, holding do BPN, que «obteve o cargo como prémio de consolação por ter perdido o lugar de ministro numa mudança de governo em 1985» (1.º governo de Cavaco Silva) e é «suspeito de atribuir bolsas para pagar favores políticos e manter a sua sinecura».

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