Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

06/02/2011

Mitos (36) – entornar dinheiro nas energias renováveis diminui a importação de petróleo

Esqueçamos, por agora, que enquanto se investia fortemente nas energias renováveis, as importações de electricidade aumentavam 10 vezes nos últimos 8 anos. Esqueçamos também que a compensação pela queda de produção de 30% das centrais a carvão e gás nos custou nos 9 primeiros meses do ano passado 305 milhões de euros.

Apesar de tudo isso, segundo José Sócrates e Carlos Zorrinho, o ano passado as supostas poupanças nas importações de petróleo resultantes das energias renováveis são uma espécie de número imaginário variando entre 100 e 800 milhões (ver este post impertinente). Já este ano, pela boca de Dulce Pássaro, ministra do Ambiente, as novas 10 albufeiras permitirão diminuir as importações de petróleo em 3,3 milhões de barris por ano, qualquer coisa como 240 milhões de euros a somar àquelas poupanças (quais?).

Evidentemente, ninguém acredita nas tretas de Sócrates e Zorrinho, já não falando que as tretas variam numa proporção de 1 para 8. Quanto às tretas da senhora Pássaro, podemos até esquecê-las porque quando as putativas centrais das putativas barragens estiverem a produzir uma putativa electricidade já teremos declarado falência.

Mas afinal quando é a poupança nas importações de petróleo resultante das energias renováveis. Resposta: zero. Como Mira Amaral lembrou a semana passada no Expresso, actualmente as centrais termoeléctricas utilizam carvão e gás e não petróleo.

Sem comentários: